Dez meses se passaram
desde que os primeiros polos privados de pedágios foram extintos no Estado e substituídos pela administração da União ou da Empresa Gaúcha de
Rodovias (EGR). A mudança, que ergueu cancelas e se tornou bandeira do governo Tarso Genro, aliviou o bolso dos motoristas, mas complicou as condições das estradas
estaduais e federais e das edificações das praças, que ficaram abandonadas.
Nos meses seguintes à mudança, no ano passado, Zero
Hora constatou que metade das rodovias havia piorado. Em uma nova incursão pelos trechos, no começo desta semana, a reportagem percebeu que os problemas novamente se agravaram
nas estradas.
Poucas partes recuperadas
No único trecho do Polo de Caxias do Sul em que os motoristas ainda pagam para
seguir viagem, estão as piores condições de asfalto e manutenção. Administrado pela EGR, os 46 quilômetros da ERS-122, entre Caxias e Antônio
Prado, decaíram em qualidade. Em duas partes da BR-116 repassados à União não houve melhora, mas os problemas estavam aparentemente sendo resolvidos por equipes
na rodovia e provocavam bloqueios, para corte de árvores e manutenção do asfalto.
Em três dos 10 trechos percorridos surgiram exemplos
positivos, de melhorias das condições do asfalto ou da sinalização. Essas mudanças são notadas por quem trafega pelo antigo polo de Lajeado, no
Vale do Taquari. Na região, estradas que vinham se deteriorando dia após dia, como o trecho da RSC-453 entre Venâncio Aires e Lajeado, e a ERS-130 e 129, de Lajeado a
Guaporé, mostram sinais dignos de uma ressurreição.
Ainda são poucos quilômetros, mas o recapeamento e o reforço na
sinalização melhoraram muito o tráfego - o que torna ainda mais gritante a diferença para os demais pontos que, no máximo, receberam
operação tapa-buraco.