Em resposta ao pedido da defesa
médico Leandro Boldrini, preso por suspeita de envolvimento na morte do filho Bernardo Ugglione Boldrini, o Ministério Público (MP) de Três Passos declarou, nesta
quinta-feira, ser contrário ao pedido de revogação da prisão temporária de Boldrini.
O pedido foi feito na noite de quarta-feira,
dirigido ao juiz Marcos Luís Agostini, de Três Passos
Conforme a assessoria do MP, no entendimento da promotora de Justiça Dinamárcia Maciel
de Oliveira, a ordem de prisão temporária, ao contrário do que alega a defesa, não foi expedida por meras suposições ou desconfianças, ou
apenas com base na palavra da suspeita Edelvânia, amiga de Graciele.
"Vários outros indícios apontam a perfeita ciência do pai acerca da
morte do filho, antes mesmo do corpo de Bernardo ser encontrado e quando todos procuravam o menino ainda, o que o coloca dentro do rol de suspeitos", diz a nota.
Sobre o depoimento de Graciele Ugulini, que isentou o marido do envolvimento com o crime, Dinamárcia disse que a postura esperada pelo MP — seria uma estratégia
defensiva previsível. "Apoderar-se apenas dessa nova manifestação, assim como de outras, igualmente produzidas pelo trio de suspeitos, para efeito de liberar
Leandro Boldrini antes do fim do prazo de prisão temporária seria algo, segundo a ótica ministerial, totalmente divorciado da racional e metodológica
apreciação da prova e, até, de uma ingenuidade que não pode acompanhar operadores do Direito", argumenta a promotora na nota publicada.
Por meio da assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça (TJ), o juiz disse que só irá analisar o pedido da defesa na sexta-feira.