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01/05/2014 | 04:55 | Polícia

Madrasta absolve amiga de participação na morte de Bernardo, diz advogado

Graciele Ugulini teria dito que Edelvânia Wirganovicz ajudou na ocultação do corpo do menino

Graciele 

Ugulini teria dito que Edelvânia Wirganovicz ajudou na ocultação do corpo do menino
Foto: Divulgação
O defensor de Edelvânia Wirganovicz, acusada de participação na morte de Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, afirmou que o depoimento da madrasta do garoto, Graciele Ugulini, isentou sua cliente de culpa no assassinato. Segundo o advogado Demétrius Eugênio Grapiglia, depois da morte do menino, que teria sido acidental, Graciele teria pressionado Edelvânia a ajudá-la na ocultação do corpo.
— Ela (Graciele) ratificou que a minha cliente, Edelvânia, participou tão e somente da ocultação de cadáver. O depoimento da Graciele é extremamente esclarecedor.
Segundo Grapiglia, Graciele afirmou no depoimento que a morte teria sido acidental. Conforme o relato, as duas amigas foram com Bernardo a Frederico Westphalen para um compromisso de Graciele e também para a compra de uma TV. Como o garoto era "muito ativo", teria justificado Graciele à polícia, ela teria lhe dado remédio — a morte teria sido causada em razão de uma superdosagem do produto.
Ainda de acordo com o defensor, Graciele afirmou que, inicialmente, as duas pensaram em ir à polícia. Mas, temendo que pudessem acabar detidas, desistiram. A madrasta, então, teria pressionado a Edelvânia a ajudá-la a ocultar o corpo.
Por fim, o advogado pediu à polícia que divulgue o inteiro teor do depoimento:
— Desafio a autoridade policial a apresentá-lo. A população inteira do Brasil está querendo saber o que aconteceu, a verdade real dos fatos. Gostaria que a autoridade apresentasse o depoimento à população e verificasse se neste depoimento existe alguma palavra que não seja exatamente a versão que a Edelvânia vem dizendo desde o início.
Relembre o caso
Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, desapareceu no dia 4 de abril, uma sexta-feira, em Três Passos, município do Noroeste. De acordo com o pai, o médico cirurgião Leandro Boldrini, 38 anos, ele teria ido à tarde para a cidade de Frederico Westphalen com a madrasta, Graciele Ugulini, 32 anos, para comprar uma TV.
De volta a Três Passos, o menino teria dito que passaria o final de semana na casa de um amigo. Como no domingo ele não retornou, o pai acionou a polícia. Boldrini chegou a contatar uma rádio local para anunciar o desaparecimento. Cartazes com fotos de Bernardo foram espalhados pela cidade, por Santa Maria e Passo Fundo.
Na noite de segunda-feira, dia 14, o corpo do menino foi encontrado no interior de Frederico Westphalen dentro de um saco plástico e enterrado às margens do Rio Mico, na localidade de Linha São Francisco, interior do município.
Segundo a Polícia Civil, Bernardo foi dopado antes de ser morto com uma injeção letal no dia 4. Seu corpo foi velado em Santa Maria e sepultado na mesma cidade. No dia 14, foram presos o médico Leandro Boldrini — que tem uma clínica particular em Três Passos e atua no hospital do município —, a madrasta e uma terceira pessoa, identificada como Edelvania Wirganovicz, 40 anos, que colaborou com a identificação do corpo.
Fonte: Zero Hora
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