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29/04/2014 | 20:09 | Polícia

Juiz nega parentesco com suspeitos no caso Bernardo e repudia deputado

Fernando dos Santos diz que parlamentar confundiu-se com sobrenomes

Fernando dos Santos diz que parlamentar confundiu-se com sobrenomes
Juiz convocou entrevista para contestar declarações de deputado (Foto: Fábio Almeida/RBS TV)
O juiz da Vara da Infância e Juventude de Três Passos, Fernando Vieira dos Santos, negou na tarde desta terça-feira (29) que tenha qualquer relação familiar ou de amizade com os suspeitos de envolvimento na morte do menino Bernardo Boldrini, de 11 anos. A atuação do juiz no caso foi colocada sob suspeita pelo ouvidor da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Marlon Santos (PDT).
O menino de 11 anos foi encontrado morto no dia 14 enterrado em um matagal em Frederico Westphalen, no Noroeste do estado, a cerca de 80 km de Três Passos, onde morava com a família. Ele estava desaparecido desde 4 de abril. O pai dele, Leandro Boldrini, a madrasta Graciele Ugulini e a assistente social Edelvania Wirganovicz, amiga da mulher, estão presos por suspeita de participação no crime.
Em entrevista coletiva pela manhã em Três Passos, o deputado defendeu o afastamento do juiz no caso. O parlamentar argumentou que ele teria relação com a família de Leandro Boldrini. A mulher do juiz, que é escrivã da Comarca de Três Passos, seria irmã da mulher de Paulo Boldrini, irmão do médico, disse Marlon Santos. Por esse motivo, na avaliação do parlamentar, a decisão do juiz de manter a criança sob a guarda do pai durante uma audiência no início do ano estaria sob suspeita.
À tarde, foi a vez do juiz falar com a imprensa. Fernando dos Santos negou parentesco de “qualquer grau” entre sua mulher e a cunhada de Leandro Boldrini e disse que elas jamais se conheceram ou estiveram na presença de uma da outra. Segundo o magistrado, trata-se de uma coincidência de sobrenomes, que pode ser comprovada por uma pesquisa no sistema de identificação da Secretaria de Segurança Pública.
“Repudio e lamento a forma como o assunto foi tratado pela Ouvidoria da Assembleia Legislativa, que expressou conclusões a meu respeito sem sequer me ouvir nem chegar a informação”, diz trecho da nota distribuída pelo juiz, que termina com a insinuação de que a presença do deputado em Três Passos teria intenções eleitoreiras.
Fonte: G1
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