O Ministério Público Santa Catarina
(MPSC) informou nesta semana que denunciou dois adultos e representou contra um adolescente pela morte de Elizete Lohman, de 42 anos, e a filha Estefani, de 10, em Arabutã, Oeste de
Santa Catarina, além da tentativa de homicídio do pai de um dos suspeitos. O crime teria sido planejado para o filho receber a herança, disse o MP.
Conforme o MPSC, o homem de 27 anos, que era enteado de Elizete e mandante do crime, e outro suspeito de 33 anos estão presos preventivamente. Um adolescente está internado
provisoriamente no CASEP de Concórdia.
Ainda de acordo com o MPSC, os dois adultos foram denunciados pelos crimes de homicídio duplamente
qualificado, furto qualificado e corrupção de menores. Um deles também foi responsabilizado por porte ilegal de arma de fogo.
O adolescente foi
representado por homicídio duplamente qualificado e furto qualificado.
As ações correm em segredo de justiça. Não foi informado
se os suspeitos têm advogados.
Dia do crime
Mãe e filha foram mortas em casa, na localidade de Lajeado Guaraipo,
no interior de Arabutã, em 30 de março. Valdir Deannenhauer, de 60 anos, sobreviveu a dois tiros.
Segundo a Polícia Militar, três homens
encapuzados invadiram a casa da família. Elizete e Estefani foram assassinadas com um tiro na cabeça. A mulher chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu aos
ferimentos.
Na noite do crime, o padrasto da criança e pai do suspeito foi levado ao hospital, onde ficou internado por 11 dias. O Hospital São Francisco,
de Concórdia, cidade vizinha a Arabutã, informou que Valdir teve alta em 9 de abril.
Planejamento
O suspeito de
ser o mandante é filho do primeiro casamento do sobrevivente. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Álvaro Weinert Opitz, ele foi até a casa junto com
um homem de 27 anos e um adolescente no intuito de matar o pai.
Durante a semana, Elizete e Estefani não costumavam estar na casa. Porém, como no dia
seguinte ao crime era feriado em Arabutã, elas estavam na residência. "Eles decidiram matar todo mundo, até para evitar testemunhas", relatou o delegado.
Segundo a denúncia do MP, a mulher teria reconhecido o adolescente.
Para que o crime parecesse um assalto, a caminhonete da família foi retirada da casa.
"Acreditando que as vítimas estavam mortas, os denunciados e o adolescente fugiram do local levando o carro da família", conforme o MP.
Os
suspeitos venderam a arma depois dos assassinatos. Ela foi encontrada em Seara, cidade a cerca de 30 quilômetros de Arabutã, com uma pessoa não relacionada ao
crime.
Depois de encontrar a arma, a polícia chegou ao homem de 27 anos. Em depoimento, conforme o delegado, ele deu mais detalhes sobre o crime.