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22/11/2016 | 12:16 | Geral | Três de Maio

Égua dona Chica não tem mormo e propriedade é desinterditada

Advogado Berbardo Schaeffer falou ao vivo na Rádio Colonial

Advogado Berbardo 

Schaeffer falou ao vivo na Rádio Colonial
Foto: Alexandre de Souza
A égua dona Chica, que ficou famosa após seu dono ter bebido o sangue dela para tentar evitar o sacrifício do animal por suspeita de mormo, não tem a doença. Após o primeiro teste de maleína realizado pelo Ministério da Agricultura em maio, ter diagnosticado a doença, o proprietário da égua entrou na Justiça para ter direito a realizar a contraprova dos exames porque o equino não apresentava sintomas da doença.
Conforme o advogado Bernardo Schaeffer, foram realizados dois exames chamados de western blotting,  considerado mais eficaz, no Lanagro com o acompanhamento da Secretaria Estadual da Agricultura foram realizados desde então e o resultado de ambos foi negativo para o mormo. O advogado lembra ainda que outros quatro exames particulares feitos na égua por laboratórios de Porto Alegre e de São Paulo já haviam apontado resultado negativo.
O advogado lembrou ainda que o tratador da égua não apresentou qualquer sintoma de mormo após tomar o sangue do animal. A propriedade onde está a égua e outros animais suspeitos de mormo, localizada em Bela Vista, Três de Maio, já foi desinterditada pela Secretaria Estadual da Agricultura. “Nós queríamos um exame mais completo e conseguimos isso na Justiça. Somos a favor do sacrifício dos animais comprovadamente doentes”, afirmou Schaeffer.
Schaeffer lamenta apenas que a interdição do local levou o proprietário a desistir da atividade de doma e resolveu se mudar para a cidade.
Alvo de controvérsias entre especialistas e criadores de cavalos, o teste da maleína para confirmação do mormo não está mais sendo usado pelo serviço veterinário oficial do Rio Grande do Sul. O exame, aplicado a campo por meio de substância injetada no olho do animal, será substituído pelo modelo de western blotting, um diagnóstico laboratorial. Desde o mês de julho, a orientação é de que os dois testes, tanto o inicial de fixação de complemento e o de confirmação, sejam feitos em laboratório, por meio de análise de amostra de sangue.
O western blotting tem a vantagem de ser mais controlável, já que é realizado em ambiente fechado — e não a campo. Outra diferença é o bem-estar animal e a maior rapidez pela possibilidade dos dois testes serem feitos com a mesma amostra de sangue.
O mormo é uma doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria, que não tem vacina, nem tratamento. Por isso, exige o sacrifício do animal. A doença é transmissível para seres humanos.
Fonte: Rádio Colonial AM
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