A égua dona Chica, que ficou famosa após seu dono ter bebido o sangue dela para tentar evitar o
sacrifício do animal por suspeita de mormo, não tem a doença. Após o primeiro teste de maleína realizado pelo Ministério da Agricultura em maio,
ter diagnosticado a doença, o proprietário da égua entrou na Justiça para ter direito a realizar a contraprova dos exames porque o equino não apresentava
sintomas da doença.
Conforme o advogado Bernardo Schaeffer, foram realizados dois exames chamados de western blotting, considerado mais eficaz, no Lanagro
com o acompanhamento da Secretaria Estadual da Agricultura foram realizados desde então e o resultado de ambos foi negativo para o mormo. O advogado lembra ainda que outros quatro
exames particulares feitos na égua por laboratórios de Porto Alegre e de São Paulo já haviam apontado resultado negativo.
O advogado
lembrou ainda que o tratador da égua não apresentou qualquer sintoma de mormo após tomar o sangue do animal. A propriedade onde está a égua e outros
animais suspeitos de mormo, localizada em Bela Vista, Três de Maio, já foi desinterditada pela Secretaria Estadual da Agricultura. “Nós queríamos um exame
mais completo e conseguimos isso na Justiça. Somos a favor do sacrifício dos animais comprovadamente doentes”, afirmou Schaeffer.
Schaeffer
lamenta apenas que a interdição do local levou o proprietário a desistir da atividade de doma e resolveu se mudar para a cidade.
Alvo de
controvérsias entre especialistas e criadores de cavalos, o teste da maleína para confirmação do mormo não está mais sendo usado pelo
serviço veterinário oficial do Rio Grande do Sul. O exame, aplicado a campo por meio de substância injetada no olho do animal, será substituído pelo modelo
de western blotting, um diagnóstico laboratorial. Desde o mês de julho, a orientação é de que os dois testes, tanto o inicial de fixação de
complemento e o de confirmação, sejam feitos em laboratório, por meio de análise de amostra de sangue.
O western blotting tem a vantagem de
ser mais controlável, já que é realizado em ambiente fechado — e não a campo. Outra diferença é o bem-estar animal e a maior rapidez pela
possibilidade dos dois testes serem feitos com a mesma amostra de sangue.
O mormo é uma doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria, que
não tem vacina, nem tratamento. Por isso, exige o sacrifício do animal. A doença é transmissível para seres humanos.