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09/11/2016 | 07:53 | Polícia

Apreensão de drogas no RS faz polícia suspeitar de rota para o Uruguai

Apreensão de drogas em 2016 já foi maior que a registrada no ano passado

Apreensão de drogas em 2016 já 

foi maior que a registrada no ano passado
Droga estava em carroceria e no banco traseiro do carro (Foto: PRF/Divulgação)
Em duas semanas, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio Grande do Sul apreendeu mais de uma tonelada de drogas. As autoridades suspeitam que o estado esteja em uma rota usada pelos traficantes para levar maconha do Paraguai para o Uruguai. De janeiro a novembro de 2016, a apreensão de maconha e cocaína foi maior que a registrada em todo o ano passado.
Normalmente, a droga entra pelo Norte do Rio Grande do Sul com destino à Região Metropolitana de Porto Alegre, mas operações recentes da polícia apontam que o entorpecente transportado pelos traficantes tem feito outro caminho.
A droga entra por Uruguaiana e São Borja, na Fronteira Oeste, rumo à Santana do Livramento, para abastecer o mercado uruguaio, conforme a polícia.
“O que nós tivemos, em contato com a polícia uruguaia, é [a informação] de que não existe produção suficiente para o consumo interno, por isso demanda a vinda de droga de fora, e o Paraguai é a maior fonte de drogas do Sul do país”, explica o porta-voz da PRF no Rio Grande do Sul, Alessandro Castro.
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Carro capota com mais de 500 kg de maconha e droga é apreendida no RS
De acordo com ele, o Rio Grande do Sul acaba se tornando mais fácil de ser atravessado por conta da fronteira seca, uma vez que entre a Argentina e o país de destino da droga, existe o rio Uruguai.
De acordo com a PRF, o Uruguai seria o destino de 30% das drogas apreendidas em 2016. Os criminosos trafegam em carros roubados ou clonados carregados com centenas de quilos de drogas.
650 kg de maconha em carro clonado
Em uma apreensão realizada na última sexta-feira (4), uma caminhonete clonada foi apreendida com mais de 650 kg de maconha na BR-386, em Lajeado, no Vale do Taquari.
De acordo com o Departamento de Investigação do Narcotráfico (Denarc) da Polícia Civil do Rio Grande do Sul aumentam as apreensões de todo o tipo de drogas, sendo que a da cocaína dobrou.
O delegado Mario Souza, diretor do Denarc, atribui a situação ao trabalho que vem sendo desenvolvido pela polícia.
“Claro que as ações nas organizações criminosas, esses conflitos que elas estão tendo pode causar uma certa desorganização, e quando as organizações criminosas se desorganizam, fica mais fácil para a polícia agir porque eles cometem erros”, afirma.
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Fonte: G1
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