A Delegacia de Homicídios de Joinville, no Norte de Santa Catarina, instaurou inquérito
para investigar a morte de uma família na cidade. Segundo a polícia, um jovem de 24 anos é o suspeito de matar o filho, a mulher, o pai, de ferir a mãe e depois
se matar.
“O que há de concreto é que ele usou arma fogo e arma branca contra os familiares, inclusive com testemunhas oculares. As mortes
ocorreram no interior e fora da casa”, disse o delegado Dirceu Augusto Silveira Júnior, responsável pelo caso.
Uma dessas testemunhas é
Jailton Rocha, vizinho da família. Pelo muro que dividia sua casa e a residência das vítimas, ele viu parte do crime, perto das 11h deste domingo.
“Conversei com ele, fui pegar uma extensão emprestada. Na hora que peguei, eles convidaram para comer uma carne, eu não quis e fui para casa. Deu uns cinco
minutinhos começou um tiroteio, ele executando a família, eu vi pelo muro”, afirmou Jailton.
“A hora que eu vi, ele estava atirando no pai e
depois ele foi atrás da mãe e se matou com a faca. Ele caiu por cima da mãe dele, que estava viva ainda. O filho e a esposa matou lá dentro”,
detalha.
Segundo o delegado, exames cadavéricos vão confirmar como as vítimas morreram, mas o corpo do pai do suspeito, Nereu César
Pasquali, 53 anos, apresentava lesões visíveis causadas por uma faca e também por uma espingarda, assim como a mulher de Roberto, Aline Franciele Dilkin Pasquali, 25
anos. Já o filho do casal, Júlio César Pasquali, de 3 anos, possuía lesões de faca no pescoço.
Conforme a polícia, a
mãe de Roberto, de 50 anos, foi ferida por faca e tiros. Segundo o hospital São José, ela possuía apenas ferimentos de arma branca e continuava internada em
estado grave até a publicação desta notícia.
Uma das moradoras do bairro Aventureiro, onde a família morava, informou à RBS
TV que eles estavam há três meses em Joinville e eram de Santa Izabel do Oeste (PR).
Não possuía antecedentes
Até a tarde deste domingo, a polícia desconhecia as possíveis motivações do crime e a origem da espingarda utilizada no crime. “Pelo
que verificamos até agora, ele não possuía antecedentes. Vamos verificar a origem das armas e ouvir pessoas próximas para tentar saber a possível
motivação”, disse o delegado Dirceu.