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06/11/2016 | 05:01 | Praia Notícias | Polícia

Mais uma paciente de Blumenau denuncia médico suspeito de abuso

Com ela, são três mulheres que denunciaram suposto abuso sexual

Com ela, são três mulheres que denunciaram suposto abuso sexual
Foto: Reprodução / RBS TV
Mais uma mulher procurou a polícia em Blumenau, no Vale do Itajaí, e disse na tarde de sexta-feira (4) ter sido vítima de um médico preso por suspeita de abuso sexual contra pacientes . Ela é a terceira a denunciar o clínico geral de 58 anos . Em outubro de 2016, outras duas pacientes também procuraram a delegacia da mulher, como mostrou o Jornal do Almoço.
 
"As vítimas denunciaram o mesmo modus operandi, dentro do consultório é que ocorriam esses abusos”, disse o delegado Henrique Stodieck.
Antônio Gimenez Trevisan foi preso temporariamente no consultório particular dele na quinta-feira (3), no Centro de Blumenau. “Simplesmente, ele me agarrou, me beijou, de repente, arriou a calça e fez com que eu fizesse sexo oral com ele. Eu demorei dois meses e alguns dias para conseguir contar para o meu marido, porque tive a vergonha, medo e nojo”, disse.
Segundo a RBS TV, em 2012, um boletim de ocorrência, pelo mesmo motivo havia sido feito contra Antônio Gimenez Trevisan. Em 2014, ele chegou a ser indiciado por estupro. Agora, o médico está preso temporariamente por 30 dias no Presídio de Blumenau. O delegado que cuida do caso pretende concluir o inquérito em até duas semanas.
Denúncia à ouvidoria
“A ideia da prisão dele é justamente encorajar as mulheres a procurarem a delegacia e denunciarem se forem vítimas desse médico e também ouvir as pessoas que trabalham com ele, principalmente para evitar alguma coação hierárquica, no caso de secretárias, e essas pessoas serão ouvidas também como testemunhas”, disse Stodieck.
Além do consultório particular, o médico  também atendia pacientes em um posto de saúde do bairro Fortaleza. Ele é servidor do município há 20 anos e, até agora, a ouvidoria da prefeitura recebeu uma denúncia de abuso sexual contra ele. A secretaria municipal de saúde, informou à RBS TV que aguarda a decisão da Justiça para aplicar medidas administrativas contra ele.
Para o advogado do médico, a polícia não tem como comprovar as denúncias.“Nessa situação específica da prisão temporária é absolutamente desnecessária, até mesmo pelas contradições e incoerências dos depoimentos destas supostas vítimas”, disse o advogado Honório Nichelatti Júnior.
Em nota, o Conselho Regional de Medicina (CRM) informou que será instaurada uma sindicância para investigar o caso.
Fonte: G1
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