Uma operação da Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta quinta-feira (27) Michael Knighten,
foragido internacional procurado pela Interpol. Ele é acusado pelo escritório da Interpol em Washington, nos Estados Unidos, de comandar um grupo de criminosos
cibernéticos que fraudou diversas corporações em todo o mundo. As informações são do Jornal de Santa Catarina.
A
ação ocorreu em um edifício de alto padrão no bairro Jardim Blumenau, em Santa Catarina, por volta das 9h30. As investigações foram conduzidas pela
Polícia Federal e pelo Grupo de Capturas Internacional da Interpol no Brasil e apontaram que Michael Knighten poderia estar no país e com o nome falso de Michael
Sabatine.
Para afastar as dúvidas sobre a identidade do suspeito, os policiais coletaram um copo de vidro usado por ele enquanto se exercitava em uma academia.
As digitais encontradas no copo usado por Michael Sabatine foram comparadas com as de Michael Knighten disponibilizadas pela Interpol em Washington. A análise dos peritos da
Polícia Federal concluiu que Michael Sabatine era, de fato, Michael Knighten.
O mandado de prisão foi expedido pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo
Tribunal Federal (STF). Também foram cumpridos um mandado de condução coercitiva e um mandado de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em Santa
Catarina.
Durante a operação foram apreendidos aproximadamente R$ 4 milhões em bens, incluindo veículos de luxo, e cerca R$ 500 mil em
dinheiro. Um imóvel de alto padrão avaliado em R$ 3 milhões, localizado em Blumenau, também foi objeto de sequestro. Durante a operação a
Polícia Militar de Blumenau foi acionada para dar apoio aos policiais federais, já que foi necessária a realização de revista em uma mulher que estava no
apartamento.
Michael Knighten teria sido responsável por um desvio de, pelo menos, R$ 6 milhões de empresas dentro e fora dos Estados Unidos, segundo os
investigadores, por meio de uma prática criminosa conhecida como comprometimento de e-mail empresarial (ou business e-mail compromise – BEC, em inglês). Esse tipo de
crime constitui um esquema que tem como alvos empresas que trabalham com parceiros estrangeiros e fazem pagamentos ao transferir dinheiro regularmente.
Estima-se
que, nos dois últimos anos, os esquemas de comprometimento de e-mail empresarial causaram prejuízos de US$ 2,3 bilhões em perdas para aproximadamente 12 mil grandes
empresas em todo o mundo.