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20/10/2016 | 07:39 | Praia Notícias | Polícia

Vigilante acusado de matar cliente em cooperativa de SC vai a júri popular

Vara Criminal também decidiu pela revogação da prisão preventiva do réu

Vara Criminal também decidiu pela revogação da prisão preventiva do réu
Cliente morreu na hora (Foto: Heverton Ferri/RBS TV)
A 1ª Vara Criminal de Joinville, no Norte catarinense, decidiu que o vigilante de 31 anos acusado de matar um cliente em uma cooperativa na cidade em junho vai a júri popular. A Justiça também decidiu revogar a prisão preventiva dele e o réu vai aguardar o julgamento em liberdade. A decisão é de segunda-feira (17).
Em 27 de junho deste ano, o vigilante matou a tiros Edson Luis Gadotti, de 35 anos. A vítima tinha ido à agência para trocar o cheque de rescisão de trabalho poucos minutos após o fechamento e, após uma breve discussão com o guarda, levou três tiros.
Ainda não foi marcada a data do júri popular. No início de julho, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ofereceu denúncia contra o vigilante por homicídio doloso, quando há intenção de matar. Para o MPSC, ele agiu por motivo fútil e sem possibilitar a defesa da vítima.
Após a decisão da Justiça, o Ministério Público entrou com recurso contra a revogação da prisão preventiva do vigilante. Isso será analisado posteriormente pela 1ª Vara Criminal.
O crime
Conforme o delegado responsável pelo caso, Fabiano Silveira, o cliente havia sido demitido naquele dia de uma autoescola onde trabalhava como instrutor.  “O rapaz chegou ao banco dois ou três minutos após o fechamento e insistiu para entrar. As imagens das câmeras de segurança mostram que o vigilante e ele discutiram por menos de cinco minutos. O guarda perdeu a cabeça e atirou”, disse o delegado.
A empresa de vigilância afirmou que o empregado era experiente, tinha curso de formação e reciclagem profissional em dia. Ao ser ouvido pela polícia, no dia da ocorrência, o vigilante preferiu se manter em silêncio, de acordo com o delegado. À Polícia Militar, ele declarou que pensou se tratar de um assalto e que por isso atirou contra o cliente.
Denúncia
O promotor da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville Ricardo Paladino entendeu que a motivação do crime foi fútil, pois “o denunciado matou a vítima pelo simples fato de que ela insistiu em entrar, após o horário, no setor de atendimento pessoal da agência para descontar um cheque".
Fonte: G1
Vara Criminal também decidiu pela revogação da prisão preventiva do réu
Foto: Reprodução/RBS TV)
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