Como previsto, choveu
praticamente o dia todo, o que trouxe transtornos para algumas regiões a beira do Rio Fiuza. Por volta das 17h, os problemas começaram a aparecer. A prefeitura colocou seu
efetivo, como assistência social, entre outros setores, para ajudar principalmente as famílias ribeirinhas, que estariam sendo ameaçadas pela invasão de
água em suas casas. No bairro Vila Nova, na rua Salgado Filho, a situação foi tensa, pois água do rio começou a inundar os porões e garagens e
entrar em algumas residências. Na rua Piratini não foi diferente. Pelo menos três famílias deixaram suas casas por medo da água que subia rapidamente. Na
rua Soledade, no mesmo bairro, a água teria chegado na escadaria da igreja Pentecostal do Brasil, e fieis ajudaram na retirada de pertences da igreja. Na mesma rua, onde fica a
Avocap, todas as crianças que ali residem foram realocadas provisoriamente no Lar da Igreja. Nessa rua outras famílias também realizaram o remanejamento de suas
mudanças, pois o rio estava a poucos centímetros para alcançar a ponte da Pavão. Nos loteamentos Sinemann, famílias também foram retiradas e
relocadas nas casas de familiares.
O restaurante do Moinho Velho teve sua parte térrea inundada, assim como as propriedades de agricultores, onde alguns
galpões ficaram inundados, descendo abaixo da Italiana e linha Morengaba. No parque municipal toda a área verde ficou debaixo d'água. A pinguela de travessia ficou
retorcida, assim como a pinguela da ilha, que ficou submersa. Moradores da rua Andrade Neves ficaram em alerta para uma possível remoção de móveis. Até o
momento não houve casos de pessoas feridas ou que precisassem de atendimento médico.
A previsão é que o tempo melhore somente a partir de
sexta-feira.