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18/10/2016 | 17:22 | Praia Notícias | Polícia

Líder de quadrilha preso passou a ser procurado após romper tornozeleira

Prisão ocorreu em Canasvieiras, no Norte Florianopólis, em Santa Catarina

Prisão ocorreu em Canasvieiras, no Norte Florianopólis, em Santa Catarina
Doca foi preso em Canasvieiras, em Florianópolis (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
O líder de uma quadrilha, preso na manhã desta terça-feira (18) em Santa Catarina, passou a ser procurado após romper a tornozeleira eletrônica no começo de outubro. No final de agosto, Doca - como é conhecido - deixou a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC), no Rio Grande do Sul, após receber progressão de regime.
Conforme o titular da Delegacia de Capturas (Decap) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Arthur Teixeira Raldi, o aparelho foi colocado em 6 de setembro, mas Doca não chegou a completar um mês de uso. Ele foi retirado em 3 de outubro.
Em seguida ao rompimento, os policias passaram a tentar localizá-lo. "Levantamos diversos endereços aqui no Rio Grande do Sul, principalmente em Porto Alegre e em Novo Hamburgo, e não o encontramos. Mas nesses locais encontramos informações que ele teria saído do estado", destacou.
O delegado observa que, devido à atuação em roubos a bancos em Santa Catarina, a investigação tomou um novo rumo em direção ao estado vizinho. "Chegamos em Florianópolis e localizamos um endereço. Policiais realizaram algumas campanas e foram verificados indícios muito fortes de que ele estaria ali", observa o delegado.
No início da manhã desta terça-feira, oito agentes do Deic entraram em uma casa em Canasvieiras, no Norte de ilha, e prenderam o homem de 42 anos. Ele estava com a mulher e oa filhos, e não apresentou resistência à prisão.
Conforme o delegado, o homem inclusive estava utilizando um documento falso encontrado durante a revista. Para Raldi, isso indica que ele queria continuar com suas atividades criminosas.
Após a prisão, o homem foi trazido para Porto Alegre e ainda não prestou depoimento aos policiais. A Polícia Civil desconhece para qual presídio ele deve ser encaminhado, o que deverá ser definido pelo Judiciário.
Condenado a mais de 91 anos de prisão
Doca foi condenado a 91 anos e 7 meses de reclusão e é líder de uma quadrilha especializada em roubos a bancos e assaltos a carros-forte em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
Em 2009, foram apreendidos três quilos de explosivos dentro da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, no Rio Grande do Sul. De acordo com a polícia, o material seria utilizado por Doca para explodir a penitenciária.
Fonte: G1
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