O ex-marido de Agatha
Christie Mafra, de 29 anos, morta a tiros em uma rua de Joinville quando ia para o trabalho no dia 11 de setembro, foi encaminhado para depor na Delegacia de Homicídios nesta
segunda-feira (19).
De acordo com o 17º batalhão da Polícia Militar, policiais faziam uma abordagem de rotina na Rua Santa Catarina quando, às
10h20, pararam um Fiat Palio por "atitude suspeita", onde estava o homem de 31 anos.
Ao verificar a identificação dele, os policiais
entraram em contato com a Central de Plantão Policial, que informou que o motorista deveria prestar depoimento na Delegacia de Homicidios.
Boletins de
ocorrência
A vítima, de 29 anos, havia registrado contra o ex-marido 4 boletins de ocorrência, informou a Delegacia de
Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami). A Delegacia de Homicídios investiga a autoria do crime.
Segundo a
delegada Tânia Harada, responsável pela Dpcami, os registros de ameaça foram feitos em 2013, 2014 e 2015. Em novembro de 2014, o homem, de 31 anos, chegou a ser preso em
flagrante por lesão corporal e ameaça, mas obteve liberdade provisória. O G1 tentou obter informações sobre o processo, mas ele está em segredo de
Justiça.
Investigação
"Todas as hipóteses não são descartadas e obviamente que,
com esse fato, em razão de antecedentes e de notícias que essa pessoa havia sido ameaçada por várias vezes pelo seu ex-companheiro, com certeza nós temos
uma linha de investigação bem avançada", informou o delegado Dirceu Augusto Silveira Júnior, da Delegacia de Homicídios de Joinville, no dia 12 de
setembro.
Segundo a polícia, Agatha estava indo para o trabalho quando moradores ouviram disparos. A suspeita é de que ela estava ajoelhada quando foi
morta com um tiro na cabeça e outro no tórax.
De acordo com a Polícia Civil, o inquérito tem prazo de 30 dias para conclusão, mas o
delegado afirma que a investigação já está avançada. "Acreditamos que nos próximos dias nós teremos esclarecido todos os fatos do
ocorrido e como ele ocorreu", disse o delegado.
O corpo de Agatha foi encontrado em uma rua do bairro Petrópolis, em Joinville, por volta das 7h do dia 11 de
setembro. Familiares estiveram no IML para fazer o reconhecimento.
Inicialmente, a Polícia Civil chegou a informar que não havia registros de
ameaça contra a vítima, mas a informação foi posteriormente corrigida.