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17/04/2014 | 16:13 | Polícia

Além de trio, polícia investiga outras pessoas por morte de menino no RS

Corpo do menino de 11 anos foi encontrado em cova no Norte do RS

Corpo do menino de 11 anos foi encontrado em cova no Norte do RS
Delegada investiga caso da morte do menino Bernardo no RS (Foto: Caetanno Freitas/G1)
As investigações sobre o desaparecimento e a morte do menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, ainda não estão concluídas, mas a delegada Caroline Virginia Bamberg, responsável pelo inquérito policial, diz já ter um "esboço" sobre o crime e afirma que investiga outras pessoas além do médico cirurgião Leandro Boldrini, pai do garoto, da madrasta Graciele Ugolini Boldrini, e da amiga do casal Edelvania Wirganovicz, apontados como os principais suspeitos. Eles foram presos na noite da última segunda-feira (14), depois que o corpo da criança foi encontrado, e estão detidos em local não revelado por medida de segurança.
"Estou investigando outras pessoas. Já tenho o esboço da dinâmica do crime. Comparo o esclarecimento do crime a um quebra- cabeça. Há alguns de 30 peças, uns de 100. Esse é de 1000 peças, o mais complexo que tem. Estamos com ele praticamente todo montado", analisou em entrevista coletiva nesta quinta-feira (17).
Na Delegacia de  Três Passos, cidade onde Bernardo morava na Região Noroeste do Rio Grande do Sul, a delegada forneceu novos detalhes sobre o caso: o tamanho da cova onde estava o corpo do menino, por exemplo. “Os detalhes são para individualizar a conduta de cada um deles [suspeitos] no crime”, sustentou.
O menino estava desaparecido desde o dia 4 de abril, e foi encontrado morto enterrado em uma cova em Frederico Westphalen, no Norte do estado.
"Encontramos o corpo dez dias depois da morte. Vocês imaginam o estado desse corpo. Ele foi achado nu, não encontramos as roupas dele", destalhou a delegada. A cova em que o cadáver estava tinha aproximadamente 60 cm de comprimento por 40 cm de profundidade.
O pai, Leandro Boldrini prestou depoimento por cerca de três horas no final da tarde de quarta-feira (16). Ele dispensou a presença do advogado, o primo do médico Andrigo Rebelato. O conteúdo, porém, é mantigo em sigilo, para preservar as investigações.
“Não posso passar nenhuma impressão, nada sobre o depoimento dele”, justificou a delegada, já que o processo corre em segredo de Justiça. “Não tenho dúvida da participação dele de alguma forma”, voltou a afirmar. Ainda não há previsão para os depoimentos da madrasta e da amiga do casal.
Televisão foi adquirida
No dia do desaparecimento e morte do menino, a madrasta foi multada por excesso de velocidade, na ERS-472, que liga Três Passos a Frederico Westphalen. À Polícia Rodoviária Federal, a mulher disse que estava indo ao Norte do estado para comprar uma televisão. O aparelho, segundo a delegada, foi adquirido.
“Foi perto das 16h que foi passado o cartão, do dia 4. Mas a caixa da televisão não foi encontrada. O guri não estava mais junto quando [elas] compraram a televisão”, acrescentou a delegada. Ela não descarta nenhuma possibilidade sobre as razões da compra do eletrodoméstico. "Tudo é possível, não vou te afirmar e nem dizer que não, sobre a possibilidade do corpo do menino ter sido carregado na caixa da TV", ponderou.
Novas perícias
A Polícia Civil vai pedir ao IGP que dê prioridade aos laudos sobre o caso. A intenção da delegada é concluir o inquérito em 30 dias, mas ela não descarta um pedido de prorrogação.
Na casa da amiga do casal, foram encontradas uma pá e uma cavadeira manual, que serão examinados. A polícia informou que será realizada uma perícia em uma amostra de terra do local onde o corpo da criança foi enterrado em Frederico Westphalen. O material será comparado com os resíduos de terra encontrados no carro da madrasta da criança, apreendido pela polícia.
Na casa onde Bernardo morava com o pai, a madrasta e uma criança de um ano, filha do casal, foram encontrados remédios. A polícia acredita que o menino tenha sido morto com uma injeção letal, o que ainda precisa ser confirmado pela perícia.
Segundo o atestado de óbito, a morte ocorreu no dia 4 de abril de “forma violenta”. Ainda de acordo com o documento, o corpo estava "em adiantado estado de putrefação”. "Toda morte que não é natural, é considerada violenta. Uma morte que foi provocada”, explicou a delegada Caroline
Fonte: G1
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