Nove entidades que representam servidores da área da segurança pública do Rio Grande do Sul divulgaram nesta quarta-feira (31) manifesto
após nova confirmação de parcelamento de salários. O grupo - integrado por policiais militares, civis, federais, bombeiros, servidores da Susepe e peritos -
promete novas manifestações nesta quinta-feira (1º).
Entre uma das medidas anunciadas, está a paralisação de atividades em
delegacias e presídios por 15 horas. Segundo o Sindicato dos Inspetores, Escrivães e Investigadores de Polícia (Ugeirm), apenas casos graves serão atendidos.
Também não deverá ocorrer o acompanhamento de operações policiais.
A exoneração do secretário da
Segurança Pública Wantuir Jacini foi tema da conversa entre os representantes. Para o presidente da associação de servidores de nível médio da
Brigada Militar (Abamf), não cabe à entidade sugerir perfil de um novo secretário. Leonel Lucas defendeu, inclusive, a extinção da
função.
"A gente não precisa de secretário da Segurança no Rio Grande do Sul. O que precisamos é de um governador
que entenda de segurança pública, e não fuja de suas funções", defende Lucas.
Da parte do Sindicato dos Policiais Federais
do Rio Grande do Sul, a entidade defendeu a ida a Brasília. Conforme o presidente do sindicato, Ubiratan Sanderson, é necessário pressionar o Ministério da
Justiça para a liberação de recursos.
Já a presença da Força Nacional dividiu críticas e elogios. Para os
sindicalistas, a chegada do contingente ajuda, mas é insuficiente.
"A Força Nacional, com todo o respeito, é bem-vinda. Mas vem tarde e
não resolve o problema. São cento e trinta e poucos colegas da Polícia Militar de todo o Brasil, o que significa em torno de apenas 30 pessoas por turno", afirma
Flávio Berneira, presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários.
Conforme dados divulgados em documento conjunto, a falta de policiais
militares atingiu uma marca histórica. O déficit chega a 50%, com um efetivo 5% menor ao de 30 anos atrás. Já a Susepe informa contar, hoje, com apenas um agente
para cada 12 presos, contra um para cada cinco que seria o ideal.