Um grupo colocou caixões e cruzes em frente a casa do governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, no final da
noite desta quinta-feira (25), horas após uma mulher ter sido morta a tiros enquanto esperava o filho sair da escola. A vítima foi identificada como Cristine Fonseca Fagundes,
44 anos.
Conforme o 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), cerca de 20 pessoas participaram da manifestação, que durou cerca de 2
horas. Já a organização não foi localizada pelo G1. Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) o protesto terminou por
volta das 23h30, sem incidentes.
Enquanto o protesto ocorria o Palácio Piratini anunciava que o secretário da Segurança Pública do Rio
Grande do Sul, Wantuir Jacini, tinha pedido a exoneração do cargo. Em nota, o Palácio Piratini informou que o governador José Ivo Sartori constituiu um gabinete
de crise, que será coordenado pelo vice-governador José Paulo Cairoli. Até a nomeação de um novo secretário, o gabinete responderá pela
Segurança Pública.
O governo estadual, disse ainda em nota, que se "solidariza com os familiares das vítimas da criminalidade, especialmente
de Cristine". No comunidado, o Palácio Piratini diz que a situação "entristece a todos nós". E afirmou ainda que as "forças de
Segurança estão mobilizadas para prender os autores do crime e continuar apurando os fatos".
Sartori chamou uma reunião com todo o
comando da Segurança Pública para a manhã desta sexta-feira (26) para, segundo o governo, "tratar de novas providências e ações na
área". Depois da reunião, o governador fará uma manifestação à população.
Em sua página
no Facebook, o prefeito Jose Fortunati disse que está "profundamente triste" com a morte da Cristine Fagundes. "Nos deixa estarrecidos e com o sentimento de que temos
que dar um basta na criminalidade. Não podemos deixar que esta barbárie continue em nossa cidade, provocando pânico entre os porto-alegrenses."
Entenda o caso
Cristine foi abordada por um homem armado após um arrastão em frente ao Colégio Dom Bosco, no bairro
Higienopólis, na Zona Norte de Porto Alegre. Ela teria se assustado com a ação e acelerado o carro onde estava, sendo baleado. A mulher morreu em seu próprio
carro, no qual também estava sua filha, de 17 anos, que presenciou a morte da mãe.
Testemunhas do crime relataram à polícia que o homem
que efetuou o crime estaria "transtornado", segundo o comandante do 11º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Valdeci Antunes dos Santos. O criminoso
fugiu sem o carro.
Após o crime, a Brigada Militar deteve cinco suspeitos de participação no crime, que foram encaminhados para a 9ª Delegacia
de Polícia. Entretanto, só um foi preso. Dois seguem foragidos.Com eles foram apreendidos celulares, que a polícia suspeita que tenham sido roubados de pedestres
próximo a escola.
Devido ao crime, o Colégio Dom Bosco suspendeu as aulas nesta sexta-feira (26). Em nota, a escola observou que as atividades
serão retomadas na segunda-feira (29). O crime foi classificado pela instituição como "trágico falecimento".