O surgimento de
peixes mortos na cidade de Santa Rosa, no Noroeste do Rio Grande do Sul, provocando preocupação um cheiro forte na região. A Fundação Estadual de
Proteção Ambiental (Fepam) e o batalhão Ambiental da Brigada Miltiar investigam o que pode ter sido descartado na água em um possível crime
ambiental.
Peixes nadam rápido pela superfície e logo morrem, situação que tem assustado a comunidade que vive próxima do rio
Pessegueirinho. “O cheiro é muito ruim, chega a dar nó no estômago”, conta a dona de casa Fabiane Camargo. “Cada semana os produtos que largam e os
peixes morrem”, completa o eletricista Alceu de Moura.
A polícia ambiental tem acompanhado a situação na tentativa de identificar qual a origem
do problema em todo o rio.”Provavelmente seja a falta de oxigênio na água que está provocando a morte dos peixes. A gente não sabe precisar o produto
químico que tem no ar”, afirma o sargento Carlos Miranda, da Polícia Ambiental.
Uma amostra da água foi coletada e enviada para
análise. A partir do resultado será possível determinar o que provocou a contaminação, ocasionando a morte dos peixes, para caracterizar se ocorreu crime
ambiental.
A água do rio Pessegueirinho desemboca no rio Santo Cristo, que abastece a cidade de Santa Rosa. Por isso, o tema tem preocupado a Fepam. “Todo
cidadão tem parcela de responsabilidade. Nós estamos em uma situação que se repilca em todos os municípios do estado”, afirma a gerente da Fepam de
Santa Rosa, Elenir Linauer.