Desde o começo do dia entidades que representam servidores da segurança pública se mobilizam contra o parcelamento dos salários
no Rio Grande do Sul. Uma manifestação teve início às 11h desta sexta-feira (29) em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre. Os servidores querem uma
audiência com o governo do estado.
A Associação de Cabos e Soldados da Brigada Militar está orientando os policiais a não
saírem para as ruas se tiverem viaturas com problemas, coletes balísticos vencidos, armamentos com defeitos, entre outras questões.
O sindicato
que representa os agentes penitenciários afirma que estão suspensos vários trabalhos na parte técnica e administrativa. Movimentações de presos em
todo o Estado só ocorrem em casos mais urgentes, como para o Tribunal do Júri.
O sindicato que representa os escrivães e investigadores da
Polícia Civil informou que os policiais não irão participar de nenhuma operação fora do horário de trabalho. A Associação dos
Delegados de Polícia confirmou que uma operação que iria ocorrer na semana que vem com 350 policiais em Porto Alegre já foi cancelada por causa do parcelamento
dos salários.
Outra mobilização ocorre em frente ao Centro Administrativo do Estado, reunindo também trabalhadores da segurança e
outros servidores estaduais.
Posição do governo
"Compreendemos que a situação do
funcionalismo, em especial na área da Segurança Pública, não é tranquila, com o anúncio do parcelamento neste mês. O governo do Estado do Rio
Grande do Sul não poupará esforços para que na próxima semana sejam pagas outras parcelas, atingindo valores que abrangerão grande parte dos servidores da
segurança. Até lá, solicitamos aos nossos valorosos servidores que mantenham a serenidade. Reforçamos a manutenção do diálogo e salientamos
que continuamos abertos a receber as lideranças de todas as entidades representativas".