Cleiton das Chagas Müller, de 26 anos, foi condenado a 41 anos, 10 meses e seis dias de prisão em regime fechado e mais dois anos, seis meses e seis dias de
prisão em regime semiaberto por estuprar, matar e esquartejar, entre outros crimes, a jovem Alice Rosa, em Urubici, na Serra catarinense, em maio do ano passado. A vítima
tinha 24 anos e duas filhas.
O irmão dele, Henrique das Chagas Silva, atualmente com 19 anos, foi condenado a 2 anos e sete meses no regime semiaberto por ajudar a
esquartejar e ocultar o corpo da moça. O julgamento do tribunal do júri de Urubici ocorreu na sexta-feira (23).
Crimes
Ao todo, Cleiton recebeu as penas pelo crime de homicídio com as qualificadoras feminicídio, motivo torpe, método cruel, sem possibilidade de defesa
para a vítima e por ocultar o estupro. Além disso, também foi condenado pelo estupro, esquartejamento e ocultação de cadáver.
Segundo a Justiça, o motivo do homicídio foi a recusa da jovem em ter relações sexuais com o assassino. "A vítima estava embriagada e foi levada para
local ermo, distante de qualquer outro em que pudesse pedir socorro", diz a sentença.
Além disso, segundo o documento, antes de ser estuprada, ela
foi atingida por spray de pimenta nos olhos.
Henrique foi condenado a um ano de prisão em regime inicial semiaberto por ocultação de cadáver e
a um ano, sete meses e um dia de prisão no mesmo regime por esquartejamento. Como ele tinha menos de 21 anos na época dos crimes, a pena é atenuada, de acordo com a
sentença.
Denúncia
Pela conclusão da investigação, o mais velho dos irmãos abordou
Alice ao sair de um baile no bairro Baiano. Em seguida, ele levou a vítima para dentro de um automóvel à força e dirigiu para um local afastado. Lá,
estuprou a jovem e, depois, usou uma pedra e um facão para matá-la.
Depois de cometer o homicídio, segundo as investigações, ele
voltou ao baile para buscar o irmão. Para ocultar o crime, ambos levaram o corpo da vítima para casa e a esquartejaram. As partes amputadas foram colocadas em duas sacolas e
abandonadas na região da Serra do Panelão, às margens da rodovia SC-416.
Na estrada geral do bairro Baiano, ao lado da Serra do
Panelão, os policiais avistaram muitas marcas de sangue e as roupas da jovem espalhadas na margem da rodovia.
O corpo de Alice foi encontrado em duas sacolas
grandes de armazenamento de ração de cavalo, na Serra do Panelão. Os condenados, segundo a polícia, jogaram os restos mortais a cerca de sete metros da margem da
rodovia, no penhasco da Serra.
Além disso, após o crime, os irmãos lavaram o carro de Cleiton e voltaram para casa e assistiram a um filme de
terror antes de dormir.
Confissão dos crimes
Os dois suspeitos foram abordados pela polícia no dia 4 de maio e
levados para a delegacia, onde confessaram os crimes. Eles foram com a Polícia Civil até o local do crime.
Cleiton já havia sido alvo de
denúncias por violência doméstica contra a própria mãe e contra a ex-companheira, além de ser autuado outras vezes por dirigir embriagado, desacatar
policiais militares, perturbar trabalho alheio e corromper menores.