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21/07/2016 | 18:17 | Polícia

Mais um homem negro desarmado é baleado por policiais nos Estados Unidos

Charles Kinsey, 47 anos, é terapeuta e ajudava um autista em Miami

Charles Kinsey, 47 anos, é terapeuta e ajudava um autista em Miami
Foto: WSVN / Reprodução / Reprodução
Mais uma vez um homem negro desarmado foi baleados por policiais nos Estados Unidos. Charles Kinsey, 47 anos, foi atingido em uma das pernas, na segunda-feira, em Miami, enquanto ajudava um autista que estava desorientado e perambulava perto de um lar coletivo onde a vítima trabalha como terapeuta.
No momento que foi alvejado, Charles estava deitado no chão, com as mãos para o alto, pedindo aos policiais que não disparassem contra ele. A versão dele é comprovada por imagens gravadas por câmeras de celulares, que mostram sua rendição e o homem autista ao seu lado, brincando com um caminhão de plástico branco. 
O colaborador do jornal New York Daily News Shaun King compartilhou no Facebook a reportagem feita pela emissora WSVN sobre o caso, que mostra a ação da polícia e também traz uma entrevista com a vítima. Foram mais de 14 milhões de visualizações e quase 500 mil compartilhamentos. 
No vídeo é possível ouvir Charles gritar para os oficiais: "A única coisa que ele tem é um caminhão de brinquedo. Um caminhão de brinquedo. Sou um terapeuta comportamental em um lar coletivo".
A polícia, por sua vez, disse que estava respondendo a um chamado de emergência que advertia sobre um homem que caminhava com uma pistola pelas ruas e ameaçava se suicidar.
O incidente ilustra a tensão dos policiais norte-americanos e da população após o tiroteio em Dallas, que deixou cinco agentes mortos, e outro incidente similar em Baton Rouge, na Louisiana, onde outros três oficiais morreram.
Na entrevista que deu à emissora de televisão WSVN, da Flórida, Charles garantiu ter alertados aos policiais que estava desarmado. Além disso, afirmou ter pedido várias vezes para eles não atirarem:
— Falei para o oficial: "senhor, por favor, não atire. Por favor, não atire".
Depois, explicou como se sentiu ao ser atingido pelos tiros:
— Foi como uma picada de mosquito e quando me atingiu eu continuei dizendo "continuo com as mãos para o alto", e perguntei "senhor, por que atirou?", e suas palavras foram "não sei".
O policial que atirou em Charles está em licença administrativa por pelo menos uma semana. Agora, será aberta uma investigação pelo gabinete da procuradoria local para apurar as circunstâncias do caso.
Fonte: Zero Hora
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