Há seis meses em Três de Maio, o Capitão Paulo
Rogério, que comanda a 3ª Cia da Brigada Militar, prefere não lamentar a falta de efetivo. Em entrevista à Rádio Colonial, na manhã desta quinta-
feira (07), ele explicou que o número reduzido de PM’s obriga a adoção de uma estratégia diferenciada para garantir a segurança da
população. Acompanhado do Tenente Eduardo Albuquerque, o comandante afirmou que a corporação está sempre pronta para dar a resposta imediata em todos os
casos:
“Na maioria das vezes em que acontecem assaltos na nossa cidade, a Brigada tem conseguido prender os responsáveis pelos crimes. O problema
é que eles agem por terem certeza de que apesar de serem detidos vão sair impunes”, afirmou o oficial.
O comandante revelou que a maioria das
chamadas em Três de Maio hoje se refere a acidentes de trânsito e perturbação de sossego público, fazendo que o reduzido efetivo tenha que ser deslocado
para atender esse tipo de ocorrência enquanto poderia estar focado em crimes que ameaçam a vida das pessoas.
Sobre a tentativa de assalto a uma
propriedade rural na localidade de Esquina Jost na noite de terça-feira (5) o comandante considera que a brigada fez de tudo para tentar localizar os assaltantes, mobilizando
guarnições de cidades vizinhas, Polícia Rodoviária Estadual, o Batalhão de Operações Especiais e os agentes de inteligência.
Porém, como o local era de difícil acesso, os criminosos conseguiram escapar do cerco policial. O tenente Albuquerque, que participou da operação, acredita que
todas as possibilidades para capturar os assaltantes foram esgotadas naquela noite. Segundo ele, a polícia recebeu informações de que, apesar de serem de fora, os
assaltantes escaparam porque teriam ligação com pessoas de Três de Maio.