A Polícia Federal cumpre, na manhã desta quinta-feira (7),
mandados em São Paulo, Santos e São Bernardo do Campo. Cerca de 60 policiais federais estão cumprindo 17 ordens judiciais, sendo sete conduções
coercitivas e 10 mandados de busca e apreensão.
A investigação identificou que uma instituição financeira panamenha atuaria no
Brasil, sem autorização do Banco Central, com o objetivo de abrir/movimentar contas em território nacional e, assim, viabilizar o fluxo de valores de origem duvidosa
para o exterior. Há elementos que apontam que o banco, tinha como produto, também, a comercialização de empresas offshore, registradas pela Mossack Fonseca,
empresa alvo da 22ª fase da Operação Lava Jato.
Através da apuração foi possível, ainda, concluir que recursos retirados
ilicitamente da Petrobras possam ter transitado pela instituição financeira investigada. Os crimes apontados nessa etapa são contra o Sistema Financeiro Nacional,
lavagem de ativos e organização criminosa transnacional.
Os investigados estão sendo levados às sedes da Polícia Federal nas
respectivas cidades onde foram localizados a fim de prestarem depoimento. A Polícia Federal dará mais detalhes da operação, denominada Caça-
Fantasmas, em coletiva marcada para as 10h.
A 31ª fase ocorreu na segunda-feira (4) e cumpriu 35 ordens judiciais, sendo sete conduções coercitivas,
quatro de prisão temporária, um de prisão preventiva e 23 mandados de busca e apreensão. A etapa investigou práticas de crimes de corrupção,
lavagem de dinheiro e fraude a licitação num contexto amplo de sistemático prejuízo financeiro imposto à Petrobras. O principal alvo da
operação foi o ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, que já está preso em São Paulo, em decorrência da Operação Custo Brasil.