Catorze pessoas foram encaminhadas para a delegacia da Polícia Federal de Itajaí, em Santa Catarina, na manhã
desta quarta-feira (6) para prestar depoimento. Elas são suspeitas de integrar uma associação criminosa que trazia mercadorias do Paraguai e usava construtoras para
lavar dinheiro. A Operação Smuggler foi deflagrada nesta quarta.
Setenta e cinco policiais federais e 22 servidores da Receita Federal, com apoio da
Polícia Militar, atuaram no cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão, a maioria em Balneário Camboriú, no Litoral Norte.
Os policiais
recolheram documentos e mercadorias, principalmente eletrônicos, em comelódromos, residências e lojas.
Lavagem para encobrir
ilegalidade
“Eles traziam mercadorias do Paraguai sem pagar impostos. Como precisavam comprovar esse dinheiro, o lavavam, se utilizando de construtoras do
próprio grupo, segundo as informações obtidas até o momento. Agora, faremos perícias para comprovar essa lavagem de dinheiro”, explicou o delegado
Maurício de Brito Todeschini.
A investigação estava sendo feita há três anos e resultou ainda no sequestro de imóveis e
veículos pela Justiça Federal, além do bloqueio de contas bancárias dos envolvidos.
“O trabalho começou em 2013 com uma
apreensão de mercadorias do Paraguai de rotina. Quando aprofundamos a investigação, vimos que se tratava de uma organização criminosa. Agora, estamos
investigando pessoas associadas a isso e suspeitas de sonegar impostos e lavar dinheiro”, explicou o inspetor da Receita Federal Klebs Garcia Peixoto Júnior.