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13/06/2016 | 17:55 | Polícia

Justiça define júri popular para acusada de matar a ex-namorada em Santa Maria

Juiz também afastou duas das três qualificadoras pelas quais Stéphanie Fogliatto Freitas havia sido denunciada

Juiz também afastou duas das três qualificadoras pelas quais Stéphanie Fogliatto Freitas havia sido denunciada
Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS
Pouco mais de meio ano depois do assassinato de Helenara Pinzon, 22 anos, a ex-namorada dela Stéphanie Fogliatto Freitas, 24 anos, conheceu na sexta-feira a primeira sentença do processo que a acusa de ter matado a jovem. O juiz Ulysses Fonseca Louzada, titular da 1ª Vara Criminal de Santa Maria, decidiu que Stéphanie vai a júri popular e afastou duas das três qualificadoras pelas quais a ré havia sido indiciada pela Polícia Civil e denunciada pelo Ministério Público. Como há prazos para que acusação e defesa interpelem recursos, ainda não há data para o julgamento.
O indiciamento de Stéphanie, feito pela delegada Débora Dias, da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher, e acatado pelo Ministério Público, apontou as qualificadoras de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, feminicídio (por desprezo à mulher e caso de violência doméstica) e por motivo torpe, cometido por vingança pelo fato de a ré não aceitar o fim do relacionamento. O magistrado entendeu que das três só restou configurado o motivo torpe.
O assistente de acusação, Antonio Carlos Porto e Silva, contratado pelo pai da vítima, afirma que ainda não foi notificado e ainda precisa analisar melhor a decisão.
– Não fui intimado ainda, tenho que examinar melhor a decisão. De repente, vamos recorrer, mas ainda não posso antecipar nada. De qualquer maneira, o homicídio continua sendo qualificado. Por um lado, estamos satisfeitos porque ela vai ser julgada pelo júri popular – afirma o advogado.
O defensor de Stéphanie, Bruno Seligman de Menezes, ficou satisfeito com a decisão, mas acredita que a qualificadora restante também poderia ter sido afastada. Ele ainda não definiu se também deve recorrer ao Tribunal de Justiça pedindo o afastamento do motivo torpe.
– Ficamos, de certa maneira, confortados com a decisão, porque se demonstrou que a linha defensiva está no caminho correto. Temos convicção de que a qualificadora que continua ainda pode ser afastada. Mas, neste momento, mais importante do que discutir qualquer ponto dessa decisão é trabalhar para o júri – avalia Menezes.
Por fim, o juiz não concedeu a liberdade provisória à ré. Stéphanie está presa desde o dia 7 de janeiro, depois de ficar um mês internada na Casa de Saúde por estar em estado de choque após a morte de Helenara.
Fonte: Zero Hora
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