A Justiça acatou o recurso do tratador
de cavalos Gilberto Padilha, de Três de Maio, e suspendeu o sacrifício da égua com suspeita de mormo. A decisão é desta quarta-feira (1º). A medida
tem validade até que saia o resultado de um exame solicitado pela defesa do tratador.
O teste será feito por um laboratório no Texas, nos Estados
Unidos, como contraprova do exame realizado pela Secretaria Estadual da Agricultura. O resultado deve ser conhecido em até 30 dias.
No mês passado,
Gilberto Padilha divulgou um vídeo na internet em que coletou e bebeu o sangue do animal, para provar que não estava doente. O tratador fez o vídeo em protesto, diante
do resultado positivo do exame realizado pelo governo do Estado. Gilberto Padilha alegou que fez quatro exames em laboratórios particulares na égua, todos com resultado
negativo.
A Secretaria Estadual da Agricultura afirmou que no caso dessa propriedade de Três de Maio, as normas não preveem contraprova e indicam o
sacrifício da égua. O local já estava sob vigilância da Secretaria e foi interditado no ano passado porque um cavalo já havia sido infectado por mormo e
sacrificado.
O advogado do tratador de cavalos, Bernardo Schaffer, garante que o estado de saúde de Gilberto Padilha é bom e que ele não apresentou
quaisquer sintomas da doença após ingerir o sangue da égua.
Mormo no RS
Conforme o último
balanço da Secretaria Estadual da Agricultura, o Rio Grande do Sul registrou 59 casos confirmados de mormo em cavalos desde junho de 2015.