A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (24) a 30ª fase da Operação Lava
Jato, batizada de Operação Vício. De acordo com a instituição, são cumpridos 28 mandados de busca e apreensão, dois mandados de
prisão preventiva e nove mandados de condução coercitiva nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
A ação apura
irregularidades decorrentes de contratos firmados com a Petrobras. De acordo com a PF, três grupos de empresas são investigados por terem se utilizado de operadores e de
contratos fictícios de prestação de serviços.
Os crimes investigados nesta etapa da Lava Jato são corrupção,
organização criminosa e lavagem de ativos. Os presos serão levados para a Superintendência da PF, em Curitiba.
Operação Vício
A menção ao termo "vício" remete à sistemática, repetida e aparentemente
dependente, prática de corrupção por determinados funcionários da estatal e agentes políticos que aparentam não atuar de outra forma senão
através de atos lesivos ao Estado. O termo ainda remete a ideia de que alguns setores do Estado precisam passar por um processo de desintoxicação do modo corrupto de
contratar presente não ação de seus representantes.
Duas etapas em 24 horas
Na manhã de ontem, a
PF deflagrou a 29ª etapa da operação, batizada de Repescagem. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e dois
mandados de prisão temporária nas cidades de Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ) e Recife (PE).
Um dos presos nesta etapa é João
Cláudio Genu, que foi assessor do ex-deputado federal José Janene e tesoureiro do Partido Progressista (PP). Genu, assim como Janene, havia sido condenado no julgamento do
Mensalão. Ele recebeu cerca de R$ 2 milhões em propinas entre 2005 e 2013.