À frente da força-tarefa política da Operação Lava Jato, o procurador da República Douglas Fischer avaliou nesta segunda-feira (23) a
articulação de políticos para tentar frear as investigações sobre o esquema de corrupção. Em entrevista ao Gaúcha Atualidade, Fischer
disse que não faria comentários específicos sobre a conversa de Romero Jucá com Sérgio Machado, em que o ministro fala em “estancar a sangria”
da Lava Jato. No entanto, reconhece que “manobras existem” e que o Ministério Público (MP) deverá apurar todos os fatos.
“Manobras existem. Nós vimos aí tentativas que geraram inclusive apurações sobre tentativas de obstaculização da apuração, que
inclusive caracterizam crime. Essas pretensões (de parar a investigação) existem, mas o MP está atento à apuração e vai ser bastante
firme”, disse.
Fischer afirmou que o MP vai continuar apurando todos os fatos. E que as pressões são “absolutamente indiferentes”.
“Eu posso dizer com absoluta tranquilidade que se essas articulações existem, ao MP elas são absolutamente indiferentes porque o Ministério
Público vai continuar trabalhando, independentemente de qualquer tentativa de vontades políticas ou não. O Ministério Público esta preocupado em apurar os
fatos e ele vai apurar todos os fatos”, disse.