Moradores de Coronel Freitas, no Oeste de Santa Catarina aguardam por casas modulares quase um ano depois da cidade
ter sido atingida por uma enxurrada, em julho de 2015. Na época, várias residências foram levadas pela correnteza, como mostrou o RBS Notícias deste sábado
(21).
Há pouco mais de 11 meses, as cenas em Coronel Freitas assustaram. Residências ficaram alagadas e sem água ou energia
elétrica. Uma mulher morreu arrastada pela correnteza. Casas foram levadas pela enchente.
Apesar da gravidade dos estragos, as casas modulares ainda não
chegaram ao município. Moradores como a dona de casa Leonir Hipólito tiveram a moradia levada pela enchente. Ela tinha acabado de comprar o imóvel.
"A primeira casa própria que nós tínhamos comprado. Fazia dois meses, pouco tempo ali, e se foi tudo. Questão de minutos se foi tudo, foi tudo
difícil", contou.
Ela teve que morar um tempo com a sogra. Atualmente, paga aluguel, mas a família está com dificuldades para deixar as
contas em dia.
A Defesa Civil estadual decidiu construir as casas modulares. Seis famílias de Coronel Freitas que aderiram ao programa devem receber as
moradias em setembro.
Situação em Saudades
A 70 quilômetros dali, em Saudades, a realidade é outra. O local mais
atingido pela enchente foi na avenida Beira Rio, onde a água chegou a quase dois metros de altura.
No lugar de uma casa levada pela correnteza, agora há
uma modular, entregue pela Defesa Civil do estado.
Foi um alívio para a empresária Clair Hubert Schmitz, o marido e os três filhos. A família
teve um prejuízo de R$ 100 mil, contando a casa e a empresa da família, e passaram meses pagando aluguel. "É um bom recomeço que a gente tem agora.
Saímos do aluguel", disse.
Em Saudades, as casas modulares chegaram antes porque desde o inicio foram assumidas pela Defesa Civil estadual. Cada uma
custou R$ 46 mil reais e foram entregues em abril. "Um trabalho integrado entre estado e município, que acabou resultando em 11 casas", disse o assessor geral de
planejamento de Saudades, Alexandre Schuh.
Uma das 11 casas devolveu à família da comerciante Clair Mai Rossa uma moradia de verdade. Nos últimos
10 meses, eles viveram em uma garagem. "Agora, aos poucos, estamos nos mudando para cá. É um alívio ter uma casa de novo".