Funcionários, ex-servidores e comunidade participaram nesta sexta (20) de um protesto contra o
corte de 70 empregados e diminuição do atendimento no Hospital e Maternidade Municipal Nossa Senhora da Graça, em São Francisco do Sul, no Norte
catarinense.
O grupo fez uma caminhada do hospital à prefeitura, em uma passeata que começou à 10h e terminou às 12h. O hospital é
administrado pelo Instituto Acqua, que diz ter feitos os cortes porque o orçamento mensal passou de R$ 2,1 milhões para R$ 1,15 milhão.
A
Prefeitura de São Francisco do Sul é responsável pela verba. O prefeito da cidade, Luiz Roberto de Oliveira, diz que a diminuição se deu pela "queda
nos repasses, royalties e a crise que assola o país".
"Lamentamos que o prefeito não esteja reabrindo a discussão do assunto, que seria
buscar alternativa para negociar um meio termo, para não demitir e não tornar o hospital um elefante branco. Ele tem que ser utilizado no seu todo. É tudo SUS",
disse o presidente Sindicato dos Empregados em Estabelecimento em Serviço de Saúde de Joinville e Região, Lorival Pisetta.
O sindicato informou
que a prefeitura recebeu representantes para negociação nesta sexta e que vãi aguardar manifestação do prefeito até terça-feira (24).
A assessoria de imprensa da prefeitura afirmou que não é responsável pelo gerenciamento dos funcionários e do atendimento, e que o valor
renegociado não será alterado.
Redução de atendimento
A unidade também vai desativar o
centro cirúrgico. Em nota, o Instituto Acqua, que administra o local, disse que a internação também terá a redução de dois leitos, de 12
para 10. O atendimento no centro obstétrico, pronto-atendimento, exames laboratoriais, raios-x e ultrassom deve funcionar apenas para pacientes já internados na unidade.
Urgência e emergência permanecem normalizados.