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18/05/2016 | 17:44 | Praia Notícias | Geral

Famílias da Serra de SC recebem doações após microexplosão

Município de Ponte Alta do Norte decretou emergência

Município de Ponte Alta do Norte decretou emergência
Famílias afetadas receberam telhas (Foto: Defesa Civil/Divulgação)
Famílias de Ponte Alta do Norte, na Serra de Santa Catarina, atingidas pela microexplosão no domingo (15), foram cadastradas e receberam doações de telhas, colchões, cestas básicas e kits de higiene. Na terça (17), foi decretada situação de emergência no município, onde três pessoas morreram.
As doações entregues às famílias foram recebidas das cidades vizinhas, informou o coordenador regional da Defesa Civil, Roberto Adriano Roper. Esse material deve ser suficiente para os próximos dias, mas o município estuda fazer uma campanha de arrecadação, com itens específicos.
Nesta quarta (18), a coordenadoria regional da Defesa Civil vai levar o cadastro das famílias que perderam as residências para pedir ao órgão estadual o fornecimento de casas modulares.
Ao todo, 70 casas foram atingidas no município. Dessas, 12 tiveram destruição total, 45 tiveram danos médios e o restante, poucos prejuízos, relatou Roper. Foram 280 afetados.
Três pessoas morreram após o desmoronamento de uma casa. A Polícia Militar identificou as vítimas como Francisco Alves de Proença, de 90 anos, Daniel da Silva Farias, de 62 anos, e Valdivina Alves de Oliveira, de 55 anos. PM e bombeiros não confirmaram se as vítimas tinham algum parentesco.
Outras 20 pessoas de Ponte Alta do Norte ficaram feridas. Segundo a Defesa Civil, desse total, seis tiveram lesões graves.
Decreto estadual
A Defesa Civil estadual informou que não recebeu o decreto de situação de emergência do município.
Também informou que, para que haja homologação estadual dessa situação, é necessário que o município apresente, no mínimo, dois tipos de danos. Podem ser danos humanos que variem uma a nove mortes ou 99 pessoas afetadas; danos materiais, que são determinados por uma a nove instalações públicas afetadas, uma a nove unidades habitacionais danificadas e uma a nove obras de infra-estrutura parcial ou totalmente destruídas; e danos ambientais, nos rios e solo.
A lei exige ainda que o município apresente prejuízo econômico público superior a 2,77% da receita corrente líquida anual do município ou aponte prejuízo econômico privado superior a 8,33% desta mesma corrente líquida.
Para decretos de calamidade, as quantidades de danos e vítimas precisam ser maiores.
Porto União
Em Porto União, no Norte, também foi registrada microexplosão no domingo. Cinco casas foram totalmente destruídas e 17 foram parcialmente afetadas. Uma pessoa morreu, outra está hospitalizada, 10 ficaram desalojados e 52 pessoas foram atingidas.
Radar não capta
Em entrevista ao Jornal do Almoço nesta terça-feira (17), o secretário-adjunto da Defesa Civil de Santa Catarina, Rodrigo Moratelli, afirmou que microexplosões como as ocorridas em Ponte Alta do Norte, na Serra, e Porto União, no Norte, no domingo (15) não podem captadas a tempo pelo radar de Lontras, um dos instrumentos da Defesa Civil para previsão do tempo.
Conforme o secretário-adjunto, as microexplosões duraram menos de um minuto, o que dificultaria a emissão do alerta. O mecanismo do radar consegue visualizar a chegada de um sistema, como uma frente fria de chuva, e com o auxilio de uma estação hidrometeorológica mostrar a velocidade do vento, mas não pontuar uma situação isolada e de grande intensidade.
Segundo Moratelli, a emissão de alerta naquele ponto, com antecedência, é "praticamente impossível". "Em determinados casos, é praticamente impossível chegar com o alerta antes do evento. O alerta chega depois", disse Moratelli.
Fonte: G1
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