Apesar da chuva que ainda cai no Rio Grande do Sul, a terça-
feira (26) é um dia de trabalho intenso no município de São Miguel das Missões, na Região Noroeste estado. Um tornado no último domingo (24)
destelhou 120 casas e destruiu também o museu do Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, principal ponto turístico da região missioneira. Todo
ano, o local atrai cerca de 80 mil turistas.
O Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) está na região para fazer um levantamento dos
prejuízos. Apesar dos estragos, o município e o Iphan decidiram manter a reinauguração do espetáculo “Som e Luz” marcado para a próxima
sexta (29).
O projeto que demorou sete anos para ficar pronto conta a saga dos padres jesuítas e índios guaranis. Mais de R$ 2 milhões foram
investidos na nova estrutura.
“A prioridade é a limpeza de todo o entorno e dentro do Sitio Arqueológico. Nós temos dois, três
dias pra fazer esse trabalho, e acreditamos que vai ser possível”, afirmou o prefeito Hilário Casarin.
Os prejuízos serão avaliados
para quantificar valores e recuperar o museu. “As ruínas estão em perfeito estado, não sofreram danos. Os danos se concentram no museu. Nossa ideia é fazer
essa quantificação em duas semanas e mandar para Brasília pra conseguir esses recursos para a recuperação”, explicou o superintendente estadual do
Iphan, Eduardo Hahn.
A Prefeitura de São Miguel das Missões ainda estuda decretar situação de emergência por causa dos estragos
provocados pelo tornado.
Em Campina das Missões, na mesma região o Rio Pessegueirinho transbordou e acabou arrastando uma casa, e provocou a morte de um
idoso na manhã de segunda-feira (25). As águas do rio também danificaram estruturas de uma ponte na cidade, no km 11 da ERS-307.
Em Porto
Xavier, também no Noroeste gaúcho, um homem está desaparecido após cair no Rio Uruguai enquanto pescava, no domingo (24).
Cidades da Fronteira Oeste e Campanha têm alagamentos após chuva
A Fronteira Oeste do estado e a Campanha sofrem com os efeitos dos
alagamentos. Em Quaraí, o Rio Uruguai voltou a subir. Agora, ele está mais de 5,5 metros acima do nível normal. Quinze famílias continuam em abrigos, e outras 70
estão em casas de amigos ou parentes. A Secretaria de Assistência Social pede o apoio da comunidade na doação de alimentos e roupas.
Já em Alegrete, na mesma região, o Rio Ibirapuitã começou a baixar lentamente, mas nove famílias permanecem fora de casa. A preocupação
é que a água volte a subir por causa do grande volume de chuva registrado em Santana do Livramento.
Em Dom Pedrito, na Campanha, a cheia do Rio Santa
Maria obrigou 15 famílias a saírem de casa, e em Jaguarão, o rio que tem o mesmo nome está 3 metros acima do normal, e por isso duas famílias estão
desabrigadas e uma desalojada.