Deve terminar na tarde desta sexta-feira o julgamento dos três acusados de
matarem o empresário Adir Hintz, 44 anos, as irmãs Clenice Pereira Siqueira, 16 anos, e Berenice Siqueira, 18 e a amiga delas, Raquel Nascimento Oliveira, 22.
Paulo Rogério Müller Gomes, 49 anos, Adilson da Silva De Leon, 44 anos, e Flávio Tunes da Silva, 30 anos, teriam cometido a chacina que aconteceu aconteceram em
14 de janeiro de 2009. Os quatro foram mortos com tiros de pistola calibre 9 milímetros às margens da RS-30, rodovia Santa Rosa-Cândido Godói (RS-307),
próximo ao km 53, por volta das 8h. Os corpos das jovens estavam no banco traseiro de um automóvel Vectra de cor prata, e o do homem estava caído ao lado do
veículo.
O julgamento, que está sendo presidido pela juíza Vanessa Lima Medeiros, iniciou ontem. A sessão começou tensa com o
depoimento do delegado regional de polícia, Márcio Steffens. Na época do crime, ele quem coordenou as investigações que levaram às prisões
dos suspeitos.
Na seqüência foram ouvidas as demais testemunhas. Por volta das 15h30min, os acusados passaram a ser interrogados.
Após o promotor Manuel Figueiredo Antunes deu início às acusações, usando como argumentos os dados policiais. A sessão foi interrompida por volta
das 23h30min, após as falas dos advogados de defesa.
O julgamento foi retomado na manhã de hoje com a réplica do Ministério Público. A
expectativa é que a sentença seja divulgada por volta de 15h.
Hintz morava em Tuparendi. Separado, ele era dono de um posto de combustível, que
estava arrendado para outra pessoa. Raquel era doméstica, e Berenice e Clenice não estavam trabalhando. Conforme o delegado da 1ª DP de Santa Rosa, Márcio
Steffens, o alvo dos assassinos seria Hintz e as jovens foram mortas porque presenciaram a execução, ou seja, para não haver testemunhas.
Nesta
manhã, o promotor Manuel Antunes concedeu rápida entrevista exclusiva a Rádio Colonial e afirmou que faria de tudo para condenar os acusados, os quais ele chamou de
“fascínoras”. “Vamos trabalhar incansavelmente até a efetiva condenação. A comunidade não pode ter pessoas como essas livres pelas ruas,
expondo nossas famílias à violência”. Afrimou.