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11/04/2016 | 06:17 | Geral

Daer passará por processo de reestruturação

Consultoria foi contratada para estudar mudanças na autarquia

Consultoria foi 

contratada para estudar mudanças na autarquia
Em boa parte das superintendências, veículos e equipamentos sucateados se acumulam (Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS)
O Daer anunciará nesta segunda-feira o fechamento de contrato com uma consultoria para reestruturar a autarquia. O objetivo é organizar processos e otimizar recursos. Segundo o diretor-geral Ricardo Nuñez, a contratação é uma exigência do Banco Mundial (Bird) e com recursos da instituição - uma contrapartida ao empréstimo concedido para restauração das estradas do Estado. Com 1,4 mil servidores, Nuñez pediu ajuda para mapear e organizar a distribuição de funcionários. Ele afirma que tem hoje servidores sobrando em algumas áreas, mas déficit em outras, como técnicos especialistas e engenheiros.
— A reestruturação vai me ajudar a enxergar quantas pessoas eu preciso para produzir e os recursos necessários. Há poucos engenheiros civis e menos de 200 técnicos de nível superior. Se comparar com outras autarquias, os outros tem um número maior de especializados — analisa o diretor.
A consultoria, contratada por R$ 4,4 milhões e escolhida após licitação nos moldes do Bird, ajudará também na elaboração de manuais para execução de serviços. Ricardo Nuñez afirma que, apesar dos recursos escassos do tesouro estadual, o contrato pretende melhorar a imagem do Daer. 
— Não vejo o Daer como esse elefante branco. Vamos mostrar para a sociedade que o Daer é um órgão enxuto, mas deve ser mais enxuto do que é hoje. Se fechar, o Estado precisará de uma estrutura muito parecida com o que tem hoje. O Daer é necessário para dar conta de todas as atividades.
Com cerca de 1,4 mil funcionários de carreira na ativa e 23 cargos em comissão, o Daer executa hoje pequenos reparos e restauração de estradas estaduais e ajuda a construir acessos municipais. O dinheiro para os serviços, em sua maior parte, são oriundos de empréstimos do banco mundial (Bird) e do BNDES. 
Fonte: Zero Hora
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