O Daer anunciará nesta segunda-feira o fechamento de contrato com uma consultoria para reestruturar a
autarquia. O objetivo é organizar processos e otimizar recursos. Segundo o diretor-geral Ricardo Nuñez, a contratação é uma exigência do Banco
Mundial (Bird) e com recursos da instituição - uma contrapartida ao empréstimo concedido para restauração das estradas do Estado. Com 1,4 mil servidores,
Nuñez pediu ajuda para mapear e organizar a distribuição de funcionários. Ele afirma que tem hoje servidores sobrando em algumas áreas, mas déficit
em outras, como técnicos especialistas e engenheiros.
— A reestruturação vai me ajudar a enxergar quantas pessoas eu preciso para produzir e os
recursos necessários. Há poucos engenheiros civis e menos de 200 técnicos de nível superior. Se comparar com outras autarquias, os outros tem um número
maior de especializados — analisa o diretor.
A consultoria, contratada por R$ 4,4 milhões e escolhida após licitação nos moldes do
Bird, ajudará também na elaboração de manuais para execução de serviços. Ricardo Nuñez afirma que, apesar dos recursos escassos do
tesouro estadual, o contrato pretende melhorar a imagem do Daer.
— Não vejo o Daer como esse elefante branco. Vamos mostrar para a sociedade que
o Daer é um órgão enxuto, mas deve ser mais enxuto do que é hoje. Se fechar, o Estado precisará de uma estrutura muito parecida com o que tem hoje. O Daer
é necessário para dar conta de todas as atividades.
Com cerca de 1,4 mil funcionários de carreira na ativa e 23 cargos em comissão, o Daer
executa hoje pequenos reparos e restauração de estradas estaduais e ajuda a construir acessos municipais. O dinheiro para os serviços, em sua maior parte, são
oriundos de empréstimos do banco mundial (Bird) e do BNDES.