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08/04/2016 | 07:54 | Geral

Leite é o setor que mais gera empregos em Alegria, aponta estudo

Foto: Divulgação
Com o intuito de conhecer a realidade da atividade leiteira, estrutura e caracterização dos sistemas de produção, para posterior intervenção nesse setor, o escritório municipal da Emater/RS-Ascar de Alegria, realizou um trabalho inédito de diagnóstico de todos os produtores de leite do município. 
Segundo o levantamento, apresentado à comunidade local na segunda-feira (04/04), existem 191 produtores de leite no município, com um rebanho de 2.760 vacas e uma produção diária de 32.700 litros.  A compilação dos dados foi feita através de visitas in loco aos produtores, utilizando-se de um questionário composto de 45 perguntas objetivas, quantitativas e qualitativas.
O diagnóstico apontou as raças de gado leiteiro que existem no município, sendo 49% Jersey, 33% Holandês, 16% resultado de cruzamento e 2% zebuína. Os dados zootécnicos indicaram que 72,5% usa inseminação artificial, 13,2% faz controle financeiro, 14,3% realiza controle leiteiro, 37,5% usa raquete para teste de mamite e 75,6% têm controle reprodutivo.
O consumo médio de ração é de 2,58 kg/vaca/dia pelo total de vacas e 3,2 kg/vaca/dia por vacas em lactação, o que resulta num consumo anual de 2,53 milhões de quilos de ração e de 8,13 mil quilos de sal mineral. Também chamou atenção que 85% dos produtores fazem silagem de milho, em área total de 614 hectares, enquanto que a área de pastagens perenes ocupa apenas 303 hectares.
No que tange aos indicadores de produção e produtividade, a média é de 11,9 litros de leite/vaca/dia, se levando em conta o total de vacas, e de 14,8 litros pelas vacas em lactação. No total são produzidos 11,87 milhões de litros de leite ao ano em Alegria.
Em relação à comercialização, 10 empresas compram leite no município e praticam preços entre R$ 0,60 e R$ 1,22 por litro. Sobre as perspectivas futuras, 7% dos produtores não pretendem continuar na atividade e 32% pretendem sair da atividade nos próximos sete anos.
Os resultados apurados indicaram que 21% dos produtores possuem sala de ordenha e 93% realizam ordenha mecânica e resfriamento por expansão.
Ao avaliar a qualidade dos acessos às propriedades, 28,2% observou como bom; 42,5% considerou regular e 29,8% afirmou estar ruim. Em relação ao destino dos dejetos dos bovinos, 44,5% fica no potreiro, 43% deixa no pasto e o restante recolhe os dejetos em estrumeiras
Na ocasião em que foi apresentado o diagnóstico à comunidade local, também foram discutidas as perspectivas e o futuro da atividade leiteira no município. Ao analisar o aspecto econômico e social dos dados do diagnóstico, o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Arlindo de Almeida, afirma que “a atividade leiteira desenvolvida em Alegria, apesar da redução de unidades de produção, é o setor do município que mais gera empregos diretos”. Cada uma das 406 unidades de trabalho familiar e das 18 unidades de trabalho contratadas possui uma rentabilidade média, levando em conta o valor bruto de produção, de R$ 27.118,82 anualmente, gerando assim um valor total de R$ 11,53 milhões por ano, no município.
Como encaminhamento, se propôs a elaboração de um programa municipal de incentivo à atividade leiteira, que contará com o apoio da Emater/RS-Ascar, Administração Municipal e entidades parceiras.
Fonte: Deise Froelich/Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar
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