Câmeras de monitoramento flagraram o momento em que um preso conseguiu fugir da 2ª Delegacia de Polícia, no bairro Saco dos
Limões, na manhã desta quarta-feira, em Florianópolis.
Segundo a Polícia Civil, o detento foi identificado como sendo Bruno Scandolara de
Matos, o Bu, 20 anos, que estava preso no local desde o dia 30 de março e aguardava vaga no sistema prisional de Florianópolis.
Imagens da
câmera interna mostram o preso passando por dentro da delegacia e depois seguindo lentamente ajoelhado, provavelmente para não fazer barulho.
Depois, a
câmera do lado de fora do prédio mostra ele correndo em fuga. O diretor da Polícia Civil na Grande Florianópolis, delegado Juarez de Souza Medeiros, confirmou o
episódio registrado na 2ª DP e afirmou que serão abertas sindicância e inquérito para apurar as circunstâncias.
Ele disse que
havia apenas um policial de plantão naquele período e reclamou da dificuldade que a Polícia Civil enfrenta novamente na região com a falta de vagas no sistema
prisional.
— Já havia sido pedido vaga para esse preso e não obtida. A delegacia de polícia não tem segurança. Há um
policial por plantão, é o que temos — declarou o diretor.
Segundo policiais civis, ele havia sido preso no Morro do Mocotó por roubo de
uma moto. Consta no site do Tribunal de Justiça que tem prisão preventiva decretado pela Justiça em razão de pedido feito pela Delegacia de Repressão a
Roubos. Em 2015, ele também havia sido preso na Capital por portar uma pistola no bairro Monte Verde.
Reunião tenta solução no sistema
prisional
A falta de vagas para presos na Grande Florianópolis novamente é o grande problema da Secretaria de Justiça e Cidadania em Santa
Catarina.
O Estado tenta a construção de novas vagas em três cidades: Palhoça, São José e Tijucas. Em todas os prefeitos
recorreram à Justiça para não aceitar a construção de novas cadeias.
Nesta quarta, o secretário-adjunto de Justiça e
Cidadania, Leandro Lima, tem reunião com o diretor do Departamento de Administração Prisional (Deap), Edemir Alexandre Camargo Neto, para debater o impasse. Lima afirma
que nenhuma das partes envolvidas nas negociações está querendo ceder, por isso não há formas de resolução no momento.