O suspeito de
espancar uma mulher até a morte no dia 10 de março deste ano em Cachoeira do Sul, na Região Central do Rio Grande do Sul, teve um "rompante de fúria"
ao cometer o crime, segundo o promotor substituto João Afonso Beltrame, autor da denúncia acolhida pela Justiça. Segundo ele, Margarete Lopes Rodrigues, 48 anos, se
negou a praticar atos sexuais com o investigado, que por isso se irritou e a agrediu até matá-la.
"Era um tipo de relacionamento amoroso. Em
determinado momento, ela se negou a fazer alguma coisa. Ele queria algum favor sexual. Por essa condição de não se submeter aos caprichos dele, ele teve um rompante de
fúria e praticou a agressividade", disse o promotor.
O crime aconteceu quando os dois estavam em um carro, após terem bebido em um bar. O
réu, Roberto Vanderlei Luz Bica, 46 anos, responderá por feminicídio, crime hediondo, além de fraude processual, por ter tentado forjar um acidente de
trânsito para justificar a morte. Inicialmente, a Polícia Civil havia indiciado o homem por homicídio.
"Feminicídio é uma
qualificadora nova de homicídio. A divergência com o delegado, que é um ótimo delegado, era no sentido de que ele entendeu que ele não teve o crime
praticado em condição de mulher", disse o autor da denúncia. "Ele usa menosprezo à condição de mulher", acrescentou.
Após os dois saírem do bar, eles foram flagrados por uma câmera fumando dentro de um carro e, em seguida, começam as agressões. "Ele tem uma
reação de violência, pisa na cabeça dela. É horroroso de olhar", disse o promotor.