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31/03/2016 | 08:26 | Praia Notícias | Polícia | Trânsito

Polícia apura se houve excesso de velocidade em acidente que matou 5

Jeep ocupado por dois jovens destruiu Santana que levava família em Içara

Jeep 

ocupado por dois jovens destruiu Santana que levava família em Içara
Colisão frontal ocorreu no km 370 da BR-101 (Foto: Marjorry Calumby/Divulgação)
A Polícia Civil em Içara, no Sul de Santa Catarina, instaurou inquérito para investigar as causas do acidente que matou cinco pessoas da mesma família na última segunda-feira (28) na BR-101 em Içara. O delegado Rafael Marin Iasco informou ao G1 que começou a colher elementos  sobre o acidente e que deve encaminhar o pedido de perícia na semana que vem.
“Fui ao local do acidente e fiz uma visita para olhar o estado dos veículos para saber exatamente quais quesitos vou pedir para os peritos analisarem”, explicou o delegado. Segundo Iasco, o pedido de perícia será encaminhado no início da semana que vem. “Deve demorar de 10 a 15 dias. Só depois os ocupantes do Jeep devem ser ouvidos”.
A batida frontal ocorreu em um trecho duplicado. O Santana Quantum onde estavam um casal de idosos, duas filhas e uma neta foi atingido pelo Jeep Wrangler com placas de Porto Alegre dirigido por Victor Bortoncello, de 20 anos. No carro, também estava Pedro Henrique Silva e Souza, de 21. Os dois tiveram lesões leves.
Eles disseram à polícia que sentiram uma irregularidade na pista e que isto teria causado o descontrole na direção.
No acidente, morreram Valdemar Rocha, de 78 anos, Maria Correia Rocha, de 76, Lislei Rocha, de 52 anos, Lisangela Rocha de Souza, de 44 anos, e filha dela, Jordana Rocha de Souza, de 24 anos. A família residia no município de Maracajá, no Sul, e estava a a caminho de uma festa de aniversário em Tubarão, na mesma região.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, há indícios de que o Jeep Wragler, que vinha no sentido contrário, estava em alta velocidade. O veículo atravessou o canteiro e destruiu o carro onde viajava a família. Ainda segundo a PRF, não havia vestígios de consumo de álcool por parte dos ocupantes do Jeep.
Segundo o delegado, enquanto o laudo da perícia não ficar pronto, serão colhidos depoimentos de policiais rodoviários e de eventuais testemunhas. “Vamos aguardar mais provas e avaliar se houve excesso de velocidade, algum problema na pista”, disse o delegado.
Iasco diz que o inquérito inicialmente apura homicídio culposo, sem intenção. “Dependendo da investigação, isso pode mudar”, disse o delegado.
Enterro
As cinco vítimas do acidente foram enterradas no início da noite desta terça-feira (29) em Maracajá. 
Os corpos chegaram ao centro comunitário de Maracajá às 11h desta terça. Parentes, amigos, colegas de trabalho e conhecido do Centro de Tradição Gaúcha (CTG) que a família costumava frequentar estavam no local quando os caixões chegaram.
O casal de idosos deixa mais dois filhos. "Uma família tradicional no nosso município, sempre participou de todas as atividades e isso é uma perda muito grande. Não só a família, mas toda a cidade está de luto", disse o prefeito de Maracajá, Vagner da Rosa.
Colisão
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), no trecho duplicada da rodovia onde houve o acidente, não há mureta de proteção.
O Jeep passou por cima de um canteiro central que divide a rodovia, invadiu a pista contrária e bateu de frente com o Santana em que estava a família por volta das 19h.
No Jeep, estavam dois amigos. Eles disseram que voltavam de Imbituba em direção à capital gaúcha. O motorista, de 20 anos, teve ferimentos leves na cabeça e no pé direito. O passageiro, de 21 anos, teve lesões leves na face. Os dois foram levados ao hospital pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Segundo a PRF, a rodovia ficou parcialmente interditada por cerca de uma hora.
Fonte: G1
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