Em vez de um almoço de Páscoa, será o velório de Juliana Maria Cidral que vai reunir a
família dela neste domingo, no Morro do Meio, zona Oeste de Joinville.
Os familiares estão inconformados com o assassinato da auxiliar de cozinha.
Ela foi morta com um tiro no peito, na madrugada deste domingo, na zona Norte de Joinville.
Um homem teria atirado várias vezes contra os
seguranças e frequentadores da boate Meet. A polícia ainda não sabe quem é o autor dos disparos.
— É lamentável
demais. Ela estava saindo da boate para voltar pra casa — diz a irmã, Sueli Cidral, com a foto da mulher.
Juliana Cidral tinha 33 anos e era
considerada uma mãe muito dedicada pelos amigos e familiares. Ela tinha duas meninas, de dez e 12 anos. Era separada e cuidava das filhas sozinha.
—
Não sei nem o que vai ser das meninas. Estão arrasadas — diz Sueli.
Segundo a irmã, Juliana trabalhava na cozinha do Hospital Dona
Helena. Quase não saía à noite e foi preciso que uma amiga insistisse muito para que ela fosse à boate neste sábado.
— Ela só foi porque estava de folga e estava ansiosa pelo almoço de Páscoa com a família. Era aniversário de uma cunhada — diz
Sueli.
O velório será na casa dos pais de Juliana, no final da rua João Benjamim Batista Júnior, uma rua sem saída perto da
Estrada Lagoinha, no Morro do Meio. Até o meio da tarde deste domingo, o corpo ainda não havia sido liberado pelo Instituto Médico Legal (IML). A família ainda
está decidindo onde ela será sepultada.