Na manhã desta quinta-feira (10), a Polícia
Polícia FederalFederal cumpre um mandado de prisão preventiva, seis de prisão temporária e quatro de busca e mandados de sequestro de bens como parte da
Operação Blindagem, para reprimir crimes contra o sistema financeiro.
Segundo a PF, o principal investigado utilizava-se de pessoas e empresas para ocultar
seu patrimônio, estimado em mais de R$ 10 milhões.
Segundo informações, dentre as cidades em que a Operação está
sendo realizada, Nova Trento e Canelinha estão entre elas. Os detidos no Vale no Rio Tijucas foram Luiz Carlos Hillesheim, Leandra Maria Battisti e Mario Cavallazzi (ex-deputado pelo
PP)
Eles foram conduzidos à sede da Polícia Federal em Florianópolis, sendo que Luiz Carlos e Leandra estão sendo assistidos pelo advogado
criminalista Leoncio Cypriani. De acordo com a defesa a prisão deles é temporária e podem ser liberados a qualquer momento.
A prisão de
Cavallazzi é preventiva. A PF investiga entre outras coisas, a vinculação de Cavallazzi com a Usina de Leite do Bairro Rio do Braço, em São João
Batista. Foi apurado que o maquinário da Usina foi vendido para a cidade de Currais Novos/RN.
Investigações:
As apurações começaram em 2014 para apurar lavagem de dinheiro decorrente de crimes contra o sistema financeiro envolvendo contrato com o BNDES, crimes de
usurpação de bens da União depois da extração ilegal de areia e argila no município de Canelinha, na Grande Florianópolis, e crimes contra a
ordem tributária.
A origem do patrimônio do principal investigado teria sido gerada por um financiamento com o BNDES liberado mediante
apresentação de documentos falsificados e foi incrementada pela atividade de mineração em Canelinha.
De acordo com a PF, credores e o
próprio BNDES poderão tomar medidas judiciais para serem ressarcidos. Mais detalhes sobre o caso não foram divulgados.