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09/03/2016 | 08:52 | Geral

Casal beneficiado reclama da retirada de eletrodomésticos, em Caxias do Sul

Apartamento foi entregue à família pela presidente Dilma nesta segunda-feira, no loteamento Campos da Serra

Apartamento foi entregue à família pela presidente Dilma nesta segunda-feira, no loteamento 

Campos da Serra
Eliel e Adriane Silveira, que receberam as chaves de imóvel das mãos da presidente Dilma, estão desconsolados (Foto: Roni Rigon / Agencia RBS)
Na segunda-feira de manhã, o casal Eliel e Adriane Silveira foi surpreendido ao saber que seria a presidente Dilma Rousseff quem lhes entregaria as chaves de seu apartamento no Residencial Campos da Serra, em Caxias do Sul. A alegria ficou completa quando viu que o apartamento estava todo mobiliado e decorado. À tarde, porém, a decoração foi retirada, e na manhã desta terça-feira os eletrodomésticos foram levados também.
— Quando a presidente visitou o apartamento, ela perguntou sobre a mobília e os eletrodomésticos, e um rapaz da construtora disse: "Tudo o que está aqui dentro é um presente" — relata Eliel.
Adriane também está desconsolada com a retirada da geladeira, do fogão a gás, da televisão e da máquina de lavar.
—  O tapete, disseram que poderíamos ficar, porque tinha sido muito pisado. Só não levaram o resto dos móveis porque a gente bateu o pé e não deixou — garante, acrescentando. — Disseram uma coisa em frente a Dilma, mas quando ela e a imprensa foram embora, mudaram de ideia.
No apartamento, adquirido pelo programa Minha Casa, Minha Vida, ficaram os móveis da cozinha, mesa, cadeiras, sofá, rack, camas, colchões, armários e banheiros.
A Arcari Empreendimentos, empresa responsável pelas obras do residencial, nega que a promessa tenha sido feita por seus representantes.
— Ninguém da empresa disse que os móveis e eletrodomésticos seriam doados. Na sexta-feira, nos avisaram que a presidente viria e que precisaríamos ambientar um apartamento para a visita — afirma Francielle Arcari, do departamento jurídico da construtora. — Conseguimos os móveis em consignação com uma loja, e outra parte emprestados, para serem devolvidos depois.
Ela explica que, como a família disse que alguém teria feito a promessa de doação, a empresa resolveu deixar os móveis lá, mesmo sem ter nenhuma obrigação contratual.
— Não estamos entendendo a reclamação. Colocamos até papel de parede, e vamos deixar, mesmo não sabendo quem prometeu. Só retiramos o que havia sido pego emprestado em uma casa, e três vasinhos da decoração. Inclusive pagaremos os móveis que estavam consignados — diz a advogada.
Fonte: O Pioneiro
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