O resultado orçamentário do Estado no ano de 2015 registrou um déficit de R$ 4,942 bilhões, conforme relatório apresentado nesta
quinta-feira (3). As principais razões apontadas pela Secretaria da Fazenda (Sefaz) são a queda da receita tributária e operações de crédito,
crescimento da despesa pessoal e regularização das Requisições de Pequeno Valor (RPV's).
A receita no período foi de R$ 49,77
bilhões, já as despesas foram de R$ 55,1 bi. Com relação ao ano de 2014, a receita cresceu nominalmente, mas considerando inflação houve uma perda
de 5,91%. Da mesma forma, as despesas cresceram nos valores absolutos, mas com a inflação do período houve uma queda de 3,63%.
O relatório
ainda aponta que as despesas com pessoal e encargos sociais cresceram R$ 3 bilhões mesmo sem aumentos nos salários, reflexo do aumento dado em novembro de 2014.
Os gastos com previdência são os que mais preocupam a Fazenda, já que passam os 12 bilhões, com uma arrecadação de cerca de 3
bilhões. O secretário da Fazenda Giovani Feltes avalia que a retirada de quase R$ 8 bilhões dos tesouro agrava a crise financeira.
Da mesma
forma, a dívida impossibilita investimentos, já que o Estado pagou R$ 3, 740 bilhões, no entanto, a amortização foi de R$ 2,75 bilhões. O restante
foi de juros e encargos.
Para 2016, a projeção é de um deficit de R$ 6,8 bilhões, portanto, superior ao ano de 2015.