Os pescadores da região do Vale do Itajaí encerraram na terça-feira (1º) a greve da sardinha. Desde o início da
safra, em 15 de fevereiro, eles cruzaram os braços para pedir um melhor valor pelo quilo do produto. A safra vai até 15 de junho.
Em assembleia na
tarde de terça, foi acordado com a indústria o valor de R$ 1,50 pelo quilo do peixe. Anteriormente, era pago R$ 1,40 pelo quilo. Em 2014, o reajuste foi de R$ 0,20. Em 2015,
não houve reajuste, informou Sindicato dos Trabalhadores da Pesca (Sintrapesca).
"Não tinhamos como continuar a greve, já eram três
meses que os pescadores estavam sem trabalhar, desde o defeso em novembro (período de procriação do peixe). Aceitamos o valor, que ainda é baixo, porque a
indústria sinalizou que poderá negociar novamente no meio do ano", disse o presidente do Sintrapesca, Eros Aristeu Martins.
Ainda na tarde de
terça, barcos já foram para o mar. No Litoral, segundo a estimativa do sindicato, são entre 70 e 80 barcos que pescam sardinha.
Conforme Eros,
envolvidos diretamente na pesca da sardinha são 1,8 mil pescadores. Contando outras pessoas da cadeia de produção, a greve afetou cerca de 4,5 mil trabalhadores,
informou o sindicato.
Adaptação
As empresas da região chegaram a contornar a falta do produto no
mercado com importação. O diretor industrial Adão Pereira de Sá explicou como a empresa em que atua está sobrevivendo à greve dos pescadores.
“A gente tem necessidade de trabalhar, temos 2 mil postos de trabalho, estamos usando o peixe importado. Temos sardinha vindo do Marrocos e outros países”,
afirmou.