Após perícia na casa onde morava o menino de 7 anos que está desaparecido em Balneário Camboriú, no Litoral Norte, a polícia acredita que ele
não tenha deixado a residência sozinho. Vários objetos foram apreendidos, como mostrou o RBS Notícias nesta quinta-feira (25).
A mãe
do menino Ícaro disse aos policiais que a criança desapareceu de casa na terça-feira de Carnaval, dia 9 de fevereiro. A polícia trabalha com várias
hipóteses, de sequestro a assassinato. A versão da família também gera suspeita.
Visita a casa
A
polícia cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa do menino. O delegado que investiga o caso diz que o retorno a casa deixou a polícia ainda mais certa de que
Ícaro não saiu de lá sozinho, eram muitos os obstáculos para uma criança de 7 anos. Também não há sinais de arrombamento.
"A casa é muito bem guardada, é cercada. O portão é alto, é um portão eletrônico, só abre com controle remoto, os
muros são altos", disse o delegado Rodolfo Farah.
O quarto do garoto foi lacrado pela polícia. Nos próximos dias, peritos do Instituto
Geral de Perícias (IGP) devem analisar os objetos apreendidos - roupas, aparelhos eletrônicos e móveis da casa. O objetivo é tentar encontrar vestígios
biológicos relacionados ao menino ou a pessoas que tenham estado no local.
Três carros da família devem ser analisados na sexta (26) pelo IGP.
"Que possam indicar se o garoto esteve ou não naquele carro e em que condições ele esteve", explicou o delegado.
Novos depoimentos
deixam dúvidas, inclusive sobre o dia do desaparecimento. A mãe, Ariane Pereira, conta que viu o menino pela última vez antes de ir ao trabalho. Quando voltou, ele
não estaria mais. "Fui trabalhar, deixei com o padrasto. Quando voltamos, retornamos, ele não estava mais em casa", contou.
Conflito de
depoimentos
As delegacias da Mulher e de Investigação Criminal trabalham juntas neste caso. Segundo a delegada Ruth Henn, da Delegacia da Mulher, o
desaparecimento de uma criança em Balneário Camboriú é algo inusitado.
“Durante oito anos, período em que eu trabalho na
Delegacia da Mulher, este é o primeiro caso. A maneira como teria ocorrido este desaparecimento nos chamou muito atenção. A demora na comunicação da
mãe quanto ao desaparecimento do menino e a maneira como os fatos chegaram até a delegacia de polícia. O depoimento deles (os pais) de forma verídica seria
importante para o esclarecimento desse crime ou desse desaparecimento, o que não está acontecendo, porque várias versões dadas por eles são
conflitantes”, disse a delegada Ruth Henn.