Uma freira é suspeita de maltratar e agredir uma idosa em um asilo de Laguna, no Litoral Sul de Santa Catarina. De acordo com a Polícia Civil, as
agressões aconteceram entre setembro de 2015 e janeiro de 2016. A vítima de 72 anos confirmou os maus-tratos. A suspeita, de 42 anos, foi transferida de asilo.
Através do disque 100, o denunciante fez o relato, que foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e, posteriormente, à
polícia para investigação. O caso foi registrado no Asilo Santa Isabel, no bairro Magalhães, que abriga 37 idosos e têm 24 funcionários.
Segundo o delegado Flávio Costa Gorla, a vítima contou que recebia chineladas no rosto, puxões de cabelo e também era agredida com toalhas
molhadas. O motivo seria a desobediência.
Gorla diz que suspeita é de que algum funcionário da unidade tenha denunciado o caso, já que a
idosa não teria condições de fazer uma ligação. A vítima, de acordo com o asilo, mora na unidade há três anos. Ela tem um filho que
está preso e não costuma receber visitas de familiares.
Agressões
No relato anônimo, apenas o
nome da idosa é citado. Em interrogatório, ela confirmou as agressões. "Conversamos com a vítima que aparece na denúncia e ela confirmou tudo.
Também falamos com outras idosas do asilo, mas nenhuma outra relatou ter sido agredida", afirma o delegado.
"Ela relatou que a freira batia nela com
toalhas molhadas porque a mesma não queria tomar banho, ou não queria dormir cedo. Disse que a agressora punia a mesma toda vez que ela desobedecia alguma ordem", explica
o delegado.
Ainda segundo a vítima, as agressões aconteciam sempre nos finais de semana, quando o asilo estava mais vazio. Contou ainda que os maus-tratos
nunca aconteceram na frente da diretora do asilo.
"A diretora me disse que não sabia dos fatos e que não acredita que eles sejam verdadeiros, mas
isso nós vamos investigar. Caso for comprovado que ela sabia, pode responder por omissão", esclarece Gorla.
Inquérito
De acordo com o delegado, a freira suspeita de cometer as agressões foi transferida para um asilo em Nova Veneza ainda em
janeiro, quando ocorreram os últimos maus-tratos."Vou enviar uma carta precatória para Nova Veneza solicitando que a suspeita seja interrogada",
explicou.
O inquérito deve ser concluído até o fim deste mês e o delegado afirma que fará representação contra
a suspeita. "Hoje [quinta] vamos ouvir mais uma testemunha que trabalhava no asilo. Mas a Polícia Civil fará representação para que os fatos sejam bem
esclarecidos". A freira pode responder por tortura e agressão moral em razão de punição.