A prefeitura de Três de Maio a partir de 2016 vai custear 100% dos gastos com a coleta e destinação final do lixo
doméstico da cidade com o valor a ser arrecadado por meio da taxa do lixo. Conforme o chefe de gabinete, Leandro Maehler, neste ano serão gastos R$ 1,3 milhão com o
serviço.
Para se ter uma idéia, em 2014, o município teve uma despesa de R$ 1,1 milhão, mas arrecadou apenas o déficit foi
de R$ 478 mil, prejuízo de R$ 628 mil:
“Tivemos que tirar esse valor do orçamento geral do município para cobrir a defasagem entre
despesa e receita na coleta do lixo. O recurso poderia ter sido investido na saúde ou em obras.
Maehler disse ainda que seria mais caro para o cidadão
se ele tivesse que transportar o lixo gerado em casa por conta própria.
Alguns moradores relatam que houve um reajuste de quase 300% em relação
ao valor cobrado em 2015. Esse aumento é considerado abusivo pela população. Assim como o IPTU, a taxa de lixo é calculada com base na metragem dos
imóveis, em tese, locais maiores abrigam mais pessoas e, quanto mais gente, maior a produção de lixo.
Conforme o chefe de gabinete, as
pessoas que têm dúvida quanto ao valor da taxa do lixo podem procurar a secretaria da Fazenda para esclarecer a situação porque cada caso é um
caso.
Várias pessoas estão questionando os critérios na alteração das alíquotas do IPTU, de 0,375 para 1,5% e não
estão entendendo o porque dessas mudanças.
Alguns munícipes pretendem recorrer ao Tribunal de Contas da União, para contetar o aumento
excessivo na taxa de recolhimento do lixo, (muito além da inflação) e a indisponibilidade de não ter condições de pagar, devido ao atual
momento.
Em sessão extraordinária no ano passado os vereadores aprovaram o projeto de lei que autorizou o Executivo a aumentar a taxa de coleta de lixo
domiciliar. O resultado da votação foi oito votos favoráveis e dois contrários. Na época, no entanto, se divulgou que o aumento seria de, no
máximo, 100%. No entanto, o vereador Orlando Mayer (PT) alertou aos demais colegas que o projeto precisaria ser mais bem analisado porque os novos valores poderiam ultrapassar esse
percentual.
Na época, o então presidente da Câmara, Mauri Mella, explicou que os vereadores aprovaram o projeto de acordo com apontamento feito pelo
Tribunal de Contas do Estado porque o valor estava defasado há vários anos: “A administração municipal não consegue prestar um serviço de
melhor qualidade porque os valores estão muito defasados. Esperamos que agora, o serviço melhore”, afirmou.