Todos os dias são
levados para Timbó, no Vale do Itajaí, 2,5 mil toneladas de resíduos domésticos. O aterro sanitário recebe o lixo de 9 municípios, que
criaram o local como uma alternativa para atender a uma exigência do Ministério Público de Santa Catarina. Treze anos após a implantação do
espaço, o mau cheiro causa descoforto aos moradores.
“Baixou o sol, vem um ventinho e pronto”, disse Deniter Ivanoff. Ninguém aguenta o odor, a
situação que nunca foi agradável piorou nos últimos meses. A vizinhança diz que o lixo depositado no aterro está descoberto desde setembro de
2015.
“Disseram que depositariam o lixo, mas não ficaria a céu aberto, que diariamente o cobririam, mas ultimamente não está
sendo cumprido”, disse Tânia Stahnke.
O aterro sanitário custou R$ 2 milhões, a maior parte paga pelos municípios de Timbó e
Indaial. Os moradores da região sabem que o aterro é importante, serve para dar o destino adequado para os resíduos, mas não entendem a razão de
não estar sendo cuidado da forma adequada.
Até 2015, o aterro era uma responsabilidade do Departamento de Água e Esgoto de Timbó, mas a
operação apresentava uma série de problemas.
O consórcio intermunicipal do Médio Vale do Itajaí, que assumiu a
administração, explicou à RBS TV que o lixo está desta forma porque choveu muito no fim de 2015, o que dificultou o trabalho das máquinas.
Além disso, o barro não pode ser usado para compactar os resíduos. Agora, o consórcio estuda outros materiais para cobrir o lixo.
“Talvez pudéssemos fazer uma cobertura provisória com uma manta específica, leve para manter o material livre de exposição, mas ainda é
preciso estudar a melhor opção”, explicou o diretor do consórcio Valter Conrado Araújo.