A prefeitura de Itapema, no Litoral Norte catarinense, realizou nesta terça
(26) uma força-tarefa para fiscalizar esgoto clandestino no Rio Perequê, que também passa pela cidade de Porto Belo. Foram fechadas mais de 30 saídas irregulares
de despejo de dejetos, informou o órgão.
Na semana passada, uma mancha escura apareceu no mar da Praia de Perequê, em Porto Belo, onde o rio
deságua. Laudos, porém, não detectaram a presença de esgoto.
Os canos das ligações irregulares foram quebrados e receberam
aplicação de expansor de poliestireno, uma espécie de isopor, nas saídas clandestinas. Para chegar aos pontos de irregularidades, os responsáveis
precisaram utilizar um barco.
A prefeitura de Itapema informou que, em uma segunda etapa, serão enviadas notificações às
residências. As multas podem variar entre R$ 500 e R$ 50 milhões.
Participaram da operação fiscais da prefeitura, da
Fundação Ambiental Área Costeira de Itapema (FAACI), Vigilância Sanitária, Bombeiros e Polícia Militar.
Segundo a prefeitura,
a fiscalização é feita todo o ano no período do verão, pela elevação no nível de coliformes fecais. Todos os anos irregularidades
são encontradas, já que empresas e casas que despejam esgoto direto, sem tratamento.
Como o Rio Perequê desemboca no mar, o esgoto acaba indo para a
praia.
Mancha na foz do Perequê
Um laudo divulgado na última semana pela Prefeitura de Porto Belo indicou que
a mancha negra vista na Foz do Rio Perequê foi provocada por níveis elevados de ferro, manganês e matéria orgânica e não por vazamento de
esgoto.
O relatório também apontou a presença de microalgas, o que também foi apontado pela Fundação do Meio Ambiente
(Fatma).
O último relatório de balneabilidade da Fatma, mostrou que na Foz do Rio Perequê, no lugar onde a mancha apareceu, a quantidade de
coliformes fecais aumentou 10 vezes em uma semana.