A morosidade de parte do Governo Municipal na entrega de 18 moradias para famílias selecionadas através dos
critérios estabelecidos fez com que os contemplados promovessem na noite de sexta-feira (22) e manhã deste sábado (23) a ocupação de casas semiprontas no
Loteamento Ouro Verde.
O movimento quer chamar atenção das autoridades para a urgente solução das demandas. Das 18 casas, 11
estão semiprontas já com as aberturas instaladas e outras sete somente com parede e telhados.
Conforme um dos líderes da mobilização
Alexandre de Britto o impasse entre o governo e a construtora virou um jogo de empurra e o Diretor de Habitação Paulo Jonas Spengler deu evasivas as famílias, sem
apresentar solução.
Os ocupantes prometem ficar nas residências por tempo indeterminado. Eles efetuam roçados e capina dos terrenos.
Não há energia e nem estrutura de sanitários instalados nas casas.
A Brigada Militar esteve no local e solicitou aos líderes a lista das
pessoas presentes na mobilização que deverá ser fornecido até o final da tarde deste sábado.
O vice-prefeito e Secretário
Geral de Governo Dionir Bianchi informou que tanto a prefeitura, quanto o Governo Federal estão em dia com os pagamentos e que a empresa construtora é que enfrenta
dificuldades financeiras para finalizar os trabalhos. Para receber a parcela final pelos serviços a empreiteira precisa entregar as moradias que passarão pela
avaliação da Caixa e após o pagamento liquidado.
Uma reunião entre prefeitura, construtora e famílias está marcada para a
tarde de segunda-feira. Os ocupantes e participantes da mobilização exigem que seja no local.
Lisônia Ferrari uma das ocupantes afirma que é
diarista, o esposo está desempregado e tem uma filha doente. Não tem mais dinheiro para pagar aluguel e a esperança de ter a sua casa virou pesadelo.
“Queríamos estar aqui em novembro de 2014, foi a promessa da prefeitura estamos em 2016 e nada ainda, não tive Natal nem ano Novo, cansamos de promessas”,
resume.