A Justiça do Rio Grande do Sul negou o pedido
de liberdade provisória a Stephanie Freitas, de 24 anos, que está presa preventivamente por matar a ex-companheira Helenara Pinzon, de 22 anos, no dia 5 de dezembro. A
decisão é do juiz Ulysses Fonseca Louzada, da 1ª Vara Criminal de Santa Maria, na Região Central gaúcha, onde o crime foi cometido.
Além da liberdade, a defesa da jovem pedia a concessão de prisão domiciliar dela. O juiz considerou a gravidade dos fatos e os relatos dos policias militares que
atenderam a ocorrência policial, além do testemunho de um vizinho e do próprio inquérito policial, para negar a solicitação. Também foi
indeferida a transferência da suspeita para a à Base Aérea de Santa Maria, o juiz determinou que ela fique em uma cela especial por ter curso superior.
A vítima foi encontrada morta com golpes de faca no apartamento onde vivia com a suspeita no dia 5 de dezembro. Stephanie foi denunciada pelo Ministério Público
pelo homicídio triplamente qualificado de Helenara Pinzon. Ela havia sido hospitalizada no dia do crime, pois ela estava internada em estado de choque, e foi transferida na
última sexta-feira (8) para o presídio.
De acordo com as investigações, as duas tinham rompido um relacionamento amoroso, mas a
suspeita não aceitava a separação. Segundo a polícia, Helenara iria se mudar do apartamento que dividia com a ex-namorada no domingo, dia seguinte ao
crime.
Nos depoimentos coletados pela polícia, testemunhas disseram que Stéphanie não teria se conformado com o fim do relacionamento. Teria,
inclusive, indagado amigos a respeito de algum novo relacionamento da ex-companheira.
As testemunhas contaram à polícia ainda que, na noite do crime,
aconteceu uma festa no apartamento onde elas viviam e que as duas teriam brigado. “Várias pessoas relataram ter visto Stephanie apertar o pescoço de Helenara”,
disse a delegada Débora Dias, responsável pelo indiciamento de Stephanie por homicídio triplamente qualificado.
Após a briga, Helenara teria
ido para o quarto até o final da festa, e mais tarde, a suspeita a teria trancado no apartamento.“Ela começou a gritar por socorro na janela, na sacada, e vizinhos
chegaram a perguntar em que apartamento ela estava”, disse a delegada.
Após o crime, Stephanie foi presa em flagrante. A Justiça concedeu a
prisão preventiva, mas ela tinha sido internada em um hospital em estado de choque.
O advogado Adriano Puerari, que representa Stephanie, disse que a defesa
orientou que ela não prestasse depoimento durante o inquérito policial “em razão do estado de saúde”, conforme justificou do defensor.
“Como ela estava em estado psíquico debilitado, nós ainda não conseguimos conversar com ela sobre o fato, até porque ela ainda estava muito
atrapalhada e os próprios médicos tinham recomendado que não tratássemos do assunto”, disse.
A possibilidade de um pedido de
habeas corpus, segundo Puerari, ainda será analisada.